Autor
- Gustavo Albano
- Nem todas as causas estão perdidas por completo. E nem os corações, partidos por inteiro. Aqui brilhará a esperança dos dias, dos momentos e dos tormentos. E na lembrança, resgatar todo o gosto das vidas vividas. E das noites interminavéis...
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
O Asco da Adolescência
Cobram-me ter um raciocínio rápido, e ter paciência pra fazer provas que testam meu raciocínio que duram horas. Como se desse pra julgar algum conhecimento, provando algo, respondendo algumas questões e dizer se você é ou não apito pra ingressar em algum curso. Antes disso você faz alguns testes de aptidão pra saber quais são seus dons, e quais são as formas que você quer viver pra ganhar dinheiro. O mundo é grande, tem muitas coisas pra se fazer, você pode ser bibliotecário, trabalhar em um museu, acreditar quando é criança que algum dia você vai poder virar astronauta. Mas você não nasceu rico, como a maioria das pessoas. E provavelmente seu pai não vai ter dinheiro pra investir no seu futuro como o mais novo e brilhante funcionário da NASA. Um futuro promissor pra alguém que goste bastante de sonhar. E o governo do seu país, não vai te dar tanta credibilidade, e acreditar que você é capaz de ir pra lua... Isso acontece com poucas pessoas, e normalmente, essas pessoas nasceram com a lua entre as pernas. Você também poderia escolher não ter filhos, ter um bom conhecimento na sua área, trabalhar e estudar bastante. Mas provavelmente no segundo ano da sua faculdade, em alguma festa, que você estiver bastante embriagado de umas treze vodkas medíocres, você vai gozar na vagina de alguma estudante, que também não tem muito que se preocupar, ela também está bêbada e usou lsd pela primeira vez, depois de se rebelar com os pais. E depois de nove meses você vai ver como o mundo é ruim, e como é ruim acordar com choro e cheiro de merda empacotada em uma embalagem GG da Turma da Mônica.
De tempos em tempos eu ouço o acústico da Cássia Eller, faz bem, revigora, e de tempo em tempo eu crio uma nova visão. É bom repetir algumas coisas em diferentes fases da sua vida. Cada fase você interpreta de uma forma. O peso do maracatu, a malandragem, o jeito lésbico do gueto, que troca cheques e muda plantas de lugares e ainda arruma tempo pra cantar.
Estou tentando parar de fumar, mas tenho a impressão de que funciono muito melhor com nicotina. Deixo de comprar maços de cigarro, mas quando chego em casa sempre vejo um maço dando bobeira, ou quando não, ganho maços de presente. E aí não tem muito que fazer, quando a falta de dinheiro aperta, aparecem alguns motivos e tenho que repensar sobre para de fumar. O que acaba sendo ruim, sempre busquei a maior liberdade, e acabo me contradizendo quando fico a depender de alguma coisa. De alguma substância. E quando as pernas começam a doer, e o cansaço de um dia corrido a pensar nas costas. E alguma tragédia trás todas as emissoras do país pra sua cidade. Só mais um famoso que morreu, havia nascido no interior, e aqui foi velado. Foi velado na prefeitura, filho da puta, quem diabos morre na quarta-feira e vai ser velado no saguão da Prefeitura Municipal de Santo André. Lá tem a Quartas Musicais, rola um som legal vezenquando. O prefeito tava tentando tirar aquilo, existia há nove anos, e agora é um pouco raro ter um som bom por lá. Algumas quartas atrás, teve uma banda gospel, existe veneno pior pra espantar vagabundo? Mas parece que o velório foi bom, o Silvio Santos tava lá - Ontem estávamos conversando sobre o Silvio Santos, de tarde e chegamos na conclusão de que ele é boa pessoa, mas o que fode são as companhias. Sim, o Ratinho também foi no velório.
Quando eu era menor, e não conhecia a dificuldade de ficar rico trabalhando pouco. Jurava que seria rico do tipo milionário, rs. Saía do banho, penteava meu cabelo para trás, passava Gel, e me sentia o Macaulay Culkin no Esqueceram de Mim, vestia um roupão e usava lápis como se fosse cigarros de rico, deitado na cama de casal dos meus pais, assistindo tv. Aquela cama era gigante, pra mim. Às vezes rolava um pote gigante de sorvete... mas não era sempre.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Da vida, e da morte;
Dorme com a mão segurando o sexo. E quando acorda, a mesma mão prepara sua droga, para te dopar. E dopa. A mesma mão que te consola de noite, te consola em vida e morte. Você já viu os pés nus dos mendigos do centro? Toda noite, as dores do mundo, da vida e da morte, te fazem companhia. Não era pra ser assim... mas é. E então, como se fosse lei, vem toda angústia cercando o seu quarto, e se eterniza cada vez mais o sentimento de estar perdido. O azul, o verde, o cinza se contradizem em um mundo que às vezes não parece ser mais o meu. Perco coisas, que nunca me pertenceram, e assim eu vou me jogando pelos cantos. Tentando preencher todos os espaços vazios, todas as lacunas, e cessar todas as perguntas. Mas eu sempre espero um gole a mais... Alguma coisa a mais que possa dar sentido, ou mesmo tirar toda a minha razão. Que seja então, um musical dos anos 30, ou qualquer outra música que me conforte de dia. Para que de noite, tudo possa se resolver, e pouco a pouco, pegar no sono, com a mão segurando o sexo...
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Chaves do Passado
Seus cabelos finos, lisos; acho que castanho claro. Seus olhos, e sua boca, talvez de mel. Nunca lhe toquei, e você nunca ousou descer do seu falso pedestal. Você mal sabe como poderia ter o mundo nas mãos, só com o seu olhar, que mudava de cor dependendo do Sol. Da sua pele lisa, meio queimada de Sol. Sua voz quase que imatura, de moleque mimado. Filho mais novo, seus pais já haviam aposentado antes mesmo de você nascer. Seu irmão mais velho já era casado, e o do meio, quase que não te dava importância.
Dono de um mundo gigante dentro de casa, quase sempre é assim, quando a diferença de idade é explicita. Dono dos corações dos seus pais, que apesar da idade, mentiam os cabelos pintados, e não deixavam de medir esforços pra te limitar, ou talvez, te proteger do mundo. Dono do meu coração, que antes de você, era mal preparado. E depois de você, ficou mal tratado, amargurado, calejado, seleto, ou talvez perdido. Você era capaz de penetrar qualquer alma, qualquer pedra, qualquer ser de bom gosto. Cativava qualquer inocência adormecida dentro de mim. E apesar de você não saber, foram as palavras que saíram da sua boca que me prepararam pro mundo.
Não sei ao certo se queria você como amante, ou como filho. Eu apenas o queria, talvez te resguardar do mundo, te colocando dentro de mim. Ou moldar você para mim. Eu o queria, com todas as minhas, na época, pouca força. E talvez tenha sido esse o meu erro. Ninguém pode ser dono de um geminiano, da mesma forma que ninguém pode ter um dragão. Essas espécies são raras, soltas, às vezes chinfrins, às vezes reis. Confundiam-me e me atormentavam. Tiraram o meu sono, e também a minha paz. Depois, acredito que a vida sentiu pena de mim, e queria me compensar de alguma forma. E essa forma foi aprender com você, o quanto eu te ensinei. E me marcar em você, da mesma forma que você marcou em mim.
Vendo o resultado do seu jogo, vejo o quanto foi bom pra mim, e apenas pra mim, passar dias umedecidos de lágrimas. E ver o quanto o jogo mudou. E ver o quanto o jogo muda. E ver o quanto eu aprendi com você, coisas sobre mim. E isso ninguém mais conseguirá mudar. Hoje estou por cima, e talvez você nem saiba. Ou nem queira saber, como em várias outras vezes que você se negou. E você não cresceu, não aprendeu, não evoluiu como eu. Você um simples maldito-algoz menor de idade, e eu disposto a conseguir o que às vezes é impossível. E essa foi uma das coisas que aprendi sobre mim, querer o impossível. Mas hoje aprendi mais do que isso. Aprendi a conseguir, a conquistar, e deixar o impossível cada vez mais próximo. Tão próximo que minha mão possa tocar. E tão digestível que minha garganta possa engolir.
domingo, 30 de agosto de 2009
Ex-vizinhos
Max, branco, alto, magro, algumas espinhas, uma bicicleta caiçara. Quando eu ia na casa do meu amigo, irmão do Max, isso quando eu tinha uns 11 ou 12 anos. Sempre passava na frente do quarto dele, e olhava as paredes riscadas de giz ou caneta, com o cheiro do cigarro preso, impregnado, por todo quarto. Max pra mim era a verdade sobre um adolescente-irmão-mais-velho-de-uma-família-onde-os-pais-eram-divorciados.
Toda vez que eu ia pra padaria passava na frente da casa mais humilde, dentre umas oito casas classe-média estável, e lá morava Pelúcio, grande, gordo, skatista, amigo do Max. E irmão mais velho, de uma menina que eu não sei o nome. E toda vez que eu passava por lá, lá estava ela fumando cigarro.
Max e a irmã do Pelúcio. Eles começaram a namorar, alguns vizinhos, de má fé, diziam que eles estavam perdidos nas drogas. Depois de um tempo ouço boatos de que ela estava grávida, outras coisas aconteceram em minha vida e, acredito que na vida deles também, e por esse motivo eu fiquei sem vê-los por um bom tempo. Eles tinham entre 19 ou 21 anos, no máximo.
Mais um tempo se passa, e eu me vejo com os mesmos hábitos que eles. Não tenho mais 11 ou 12 anos, e nem meu rosto tem espinhas, e nem a minha pele é seca, igual à de Max. Eu também tenho uma bicicleta caiçara, e as paredes do meu quarto também estão impregnadas com o cheiro de cigarro. Não engravidei ninguém, e nem pretendo. Igual eles, eu também adquiri o hábito de fumar um baseado. Mas meus vizinhos não dizem por aí que eu estou perdido nas drogas.
Em um domingo, talvez um domingo de família. Indo visitar os avôs, ou voltando pra casa, depois de ir visitar a sogra. Encontro eles no ônibus. A esposa, com uma pele rosada, e com os óculos de grau, na frente dos olhos claros, azuis. A irmã mais nova, fumante do Pelúcio. A mão, que antes segurava um cigarro, hoje segurava a mão de uma criança. Uma menina, com cabelos cacheados, brilhantes, lindos. Com dois ou três anos. Andando pelo corredor do ônibus. E atrás, Max, com a pele não menos seca que antes. Mas com o cabelo arrumado, cara de trabalhador, com um garoto no colo, que devia ter cinco ou seis anos. Um rosto lindo, cara de levado. Chamava-se Matheus, segundo o que estava escrito no antebraço do Max.
Agora eles são uma família. Talvez ele e ela ainda fumam um baseado às vezes, e agora, eu sou parte do que eles eram. E ver essa transformação deles, fazendo um paralelo com a minha vida, me mostra como a vida passa. E como as coisas acontecem, e como as pessoas mudam, e como o mundo gira, e como a gente conhece pessoas, que ás vezes, nem se dão contas da nossa existência.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Indefinido.
Nós somos muito indefinidos. Nós, todos nós. Um dia, uma tarde qualquer pode mudar todo o restante da nossa vida. Um crime, um delito, um pai, uma mãe, dois pais, que apenas com o que pensam sobre você, por alguns instantes, podem mudar toda a sua concepção de mundo. E reconhecer a importância dos velhos quadrados, porém com tanto poder autoritário sobre a sua cria. Nós. Todos nós somos filhos, meus pais, por sua vez, também ficaram algum dia, com a sensação de débito, com os meus avós. Eles sabem como é chato, para um filho, magoar o pai em algum momento. É chato, é triste, é depreciativo. Mas é necessário, um filho precisa dessa sensação na veia em algum momento. Na hora é ruim, é péssimo. Eles não olham pra mim, e eu, quando passo, de cabeça baixa, apresso o passo, pra sair daquele raio de visão. Eu posso existir, mas nesses momentos, eles não querem ver eu fazendo piadas, ou puxando qualquer assunto bobo, como se nada tivesse acontecido. Aconteceu, e talvez, eu entenda a importância.
Indefinidos. Capazes de mudar tudo, o tempo inteiro. Qualquer crime banal. Quaisquer besteiras nos fazem virar a página, e refazer toda uma história. A metamorfose ambulante de cada dia. Lei, na mesma obrigação do Sol nascer todos os dias. A gente muda como a noite. E isso nos tira o foco. Nos confundi, e nos consola, por saber que nada é definitivo. As coisas têm o seu tempo, e cabe a você agir nesse tempo. E o chão? Onde está toda a base necessária, para que a mudança continue a fluir positivamente. Agora não há respostas. Mas elas existem dentro de mim, com o fluir do tempo elas aparecem... Agora cabe o meu saber fazer.
sábado, 1 de agosto de 2009
Feliz Ano Novo
Feliz Ano Novo,
29 de julho, minhas unhas já estavam grandes, não conseguia lembrar a última vez que a cortei. Meus olhos acordaram irritados, me empapucei de colírio, já que estava chovendo, e não tinha muito sentido usar óculos escuros. Em dias de chuva poucas coisas fazem sentindo. Consolo-me beijando balas de café. Beijando meus dias de sono. Beijando a saudade. Beijando as lágrimas de dias chuvosos. Flerto com o incerto. Flerto com a metamorfose, com a mudança, da lagarta à borboleta. Todas as fases têm a sua beleza, todas as faces têm a sua incerteza. E não há nada de errado, quando eu morro de chorar, ou quando eu morro de rir. São os extremos das intensidades, e eu simplesmente me entrego.
E era começo de ano, pelo menos pra mim. Não teria contagem regressiva na tevê, e nem fogos de artifício no céu. Mas pra mim era um ano novo, era mais um ano que começava dentro de mim. Um ano que começava, como tantos outros, mas com o diferencial. Nenhum ano tem tanta importância, quanto o ano do presente. Mesmo com as lembranças mais felizes, ou mais tristes, todas eram importantes. Mas todas eram do passado... E hoje eu tenho a oportunidade de mudar. Hoje eu tenho a possibilidade de me entregar, pelo menos por hoje. Eu podia dizer ‘eu te amo’ sem nenhum medo, mesmo sabendo o quanto é doloroso o final. Hoje eu sou incapaz de sentir medo, pelo menos por hoje. Não me dou a esse luxo.
A fumaça do cigarro, se misturava com a fumaça do incenso. Por todos os lados me cercava, com o cheiro da fumaça do marlboro vermelho, com o cheiro da fumaça do incenso de cereja. Uma vez alguém me falou que o incenso leva as suas orações para os deuses. Tempos depois eu me perguntava, o que eu queria que os deuses ouvissem de mim. Até que ponto tudo que eu sentia era verdadeiro, era definitivo. Sabe, sempre tive um problema com a crença e a falta de crença nos deuses. E até isso era indefinido. Até da minha crença eu era capaz de duvidar.
Em meus olhos vermelhos, e um pouco cansados. Esconde-se a saudade, um pouco de angústia, e ausência sua. As minhas olheiras marcam os meus dias de ressaca, as noites em branco, só pra observar você dormindo. Um pouco tristes, mas saciáveis. Saciáveis e insaciáveis. Como numa corda bamba. Era estranho enxergar isso. Eu poderia sentir você se afastando, quilômetros e mais quilômetros. Se eu pudesse, eu quebraria todos esses quilômetros! Destruiria-os com meus próprios dentes.
Mas se Deus pudesse me ouvir, eu pediria paz nesse novo ano. Pediria paciência também. Pediria que me protegesse nesses próximos dias. Eu pediria que você voltasse. Eu pediria um pouco mais de amor. Eu pediria um pouco mais da tua boca na minha. Eu pediria pra me perder em teus braços. - Gostaria que durasse um pouco mais. Queria um pouco mais de sorte, também. Algumas mudanças. Eu pediria pra Deus me guardar, e te guardar para mim. Eu pediria força pra suportar a saudade, mas não deixaria que a saudade acabasse. Ela mantém você vivo dentro de mim. Ou eu poderia simplesmente pedir para te esquecer, mas eu não quero.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Ou o amor será rei, ou o amor será lei e você será rainha.
(Ne Me Quitte Pás / Maysa).
Fala-me de amor, coloque as cartas na mesa
Mostre-me todo esse pavor, coloque as garras pra fora
Tenha-me por inteiro, e não me deixes
Não solte a minha mão, antes que eu pegue no sono
Mas no outro dia de manhã, não me deixes
Saiba voltar para os meus braços, saiba sentir saudade
Eu saberei a onde está, e eu estarei também
E é com data marcada, que eu choro ‘ne me quitte pás’
Com o rosto no traveseiro, tentando engolir toda angústia
Que o cinza me deixou, estou vendendo sonhos
Estou amando, e estou sofrendo
Estou querendo o meu coração de volta,
Não quero ficar em suas mãos,
Não sei mais dormir sozinho,
Dias Chuvosos,
Sempre acaba sendo um pouco mais complicado do que parece. Sempre foi mais difícil do que as pessoas imaginam. Sempre me surpreendi com a minha incapacidade de enfrentar a solidão. Quando me deparo com dias chuvosos, sozinho, fumando no quarto, com a cabeça a mil. Acaba sendo sempre mais difícil. E com você ai, e eu aqui. Busco em caça-palavras a melhor frase pra te falar. Acho que não sei muito bem conduzir esse jogo. Acabo sendo sempre o coadjuvante dos seus shows. E caindo sempre de cabeça em seus mares de seda, me vejo perdido em seus lençóis sem volta.
Hoje foi um dia difícil. Na verdade, ontem também foi. Mas eu não me importo, na verdade me importo sim, mais do que antes. Mas às vezes, quando a gente cresce, sinto que parece que temos que deixar um sentimento aparente, mesmo não sendo verdadeiro. Às vezes para nos sobressairmos, ou simplesmente para manter uma boa impressão. A gente vai crescendo, e vai ficando cada vez mais foda. Os estudos, a profissão, o amor, a vida, tudo. Começamos a buscar uma liberdade utópica. Começamos a comprar incensos. Acreditando nas embalagens; - Preciso de sorte, harmonia, dinheiro, afastar mau-olhado, amizade verdadeira. Energia positiva no amor, no sexo. Começamos a fazer meditação, buscando o alfa absoluto. Buscando o controle absoluto. Quando na verdade, só somos um grau de areia, perdido no mundo. Com rosto, cabeça, sentimentos, coração, vontades, porém, somos apenas graus. Apenas graus. Ecoava na minha cabeça.
Drogas. Uma coisa é fato, todo humano quando cresce necessita de drogas. Uns usam a religião, outros videogame, outros novela. Outros bebem, fumam, e transam como animais. - E o pior, são desses que eu gosto. Alguns jogam malabares, e fumam crack. Mas saiba, todos estão sozinhos, e em algum momento, se depararam com dias chuvosos. Dias esses, que nos prendem em casa, e nos forçam a ter um pouco mais de nós mesmo. Esses dias servem pra gente se conhecer melhor, talvez colocar as coisas no lugar. Embora tristes dias chuvosos acabam sendo produtivos. Com ou sem incenso, com ou sem amor.
Agora eu vejo o dia acabando. Edith Piaf vai me colocar pra dormir, e as coisas ficaram mais fáceis amanhã, quando acordar.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
No Fundo de um Vasto Poço Fundo. (Sentimentos Ruins Antecipados, devaneios de julho).
E eu já sei! Ocuparei todos os meus dias, com a missão de não ver o tempo passar, e ser guiado pela minha consciência. - Como se o depois fosse uma cadeira de balanço aconchegante. Em uma tarde bonita, com arvores frutíferas e um belo campo.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
O Cheiro de Julho sem Sono,
O Cheiro
Sempre valorizei o cheiro. E alguns cheiros me trazem nostalgia, eu me lembro quando pegava o maço de cigarros dos meus tios, e me apaixonava por aquele cheiro de tabaco apagado. - Tempo depois, me via com o cigarro na mão.- Essa não foi à única vez que me apaixonei pelo cheiro. Ainda posso sentir o cheiro de todos os meus (poucos até) grandes amores. – Certo dia me peguei dormindo com a sua blusa, não vestido, e sim próxima. Apenas pra sentir o seu cheiro, enquanto eu começava a dormir. E lembrava das noites anteriores, e eu me conchegava naquele cheiro cru, sem perfume, sem nada para atrapalhar.
Eu tenho alguns flashes de infância, pouca coisa que eu lembro detalhadamente. Às vezes acho que são ’lembranças’ que nem existiram. Mas o cheiro daquele boneco, que minha mãe havia comprado, naquela tarde, quando saímos nós dois. Talvez aquele cheiro sirva pra me lembrar, e até mesmo, enxergar essa ligação com a minha mãe. Aquilo era cheiro de coisa nova, talvez o cheiro do carinho de um filho, e de uma mãe.
Mas, infelizmente, quando a gente cresce algumas coisas mudam. Inclusive essa ligação de mãe pra filho. Quando encaramos alguns problemas, e acabamos encarando sempre. Diferente do que acontece com o meu pai, que não temos essa ligação. E os anos se passam, e quando nos deparamos com alguns problemas, entre eu e minha mãe, a comida fica fria como o seu coração, como o meu olhar. Coisas que eu queria mudar, mas por certas limitações nossas não evoluímos. Limitações essas que eu compreendo, mas ainda me falta o ápice da compreensão, embora haja muita vontade de encontrar o ápice da paz. Sem perder o ápice da minha liberdade.
Já me apaixonei pelo cheiro, e já me desapaixonei pelo mau cheiro.
Não é pelo fato de ser o mês do meu aniversário, nem é pelo fato de ser férias. Mas eu sempre vivi uma outra sensação em julho. E agora, em 2009 as coisas teriam um peso maior. Uma responsabilidade maior. – Como aquele sentimento de pré-responsabilidade que eu senti, quando a professora nos propôs trocar o lápis pela caneta. Aquilo era coisa pouca, mas pra mim, havia muito significado. Mesmo estando no ensino fundamental. Eu pensava; caneta, que legal, não apaga! Sentia-me com uma responsabilidade muito grande, não poderia mais errar tanto. Teria que pensar mais antes de escrever, ou até mesmo fazer. E esse sentimento só aumentou. E agora, quando estou a um passo da maturidade (ou parte dela) as coisas vem átona. E tudo começa a mudar, inclusive a minha visão do mundo. A essência se cicatriza, cada vez mais, em meu corpo. O gosto, o cheiro, e o vento batendo na cara. Coisas de julho que nunca mudam, outras, mudam radicalmente.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Incompleto
- Já sentiu raiva de mim alguma vez? Muita raiva mesmo?
- Já sim, algumas vezes. Mas quando você faz perguntas como essa (como se estivesse preocupado) faz com que essa raiva suma. E vem de volta aquela inocência de criança. Que me faz acreditar em tudo que saí da sua boca. Tudo que vem de suas mãos.
Sou como qualquer outro, sinto raiva, ódio, amor, ciúme. Sinto-me incompleto, às vezes vazio, às vezes cheio de mais. Sinto necessidade de fugir, de correr, de mudar todo o plano. Quando na verdade, o que eu sempre quis, foi ser compreensivo, não reclamar, e aproveitar o máximo, mas não consigo. Certas coisas me fazem parar pra pensar. Às vezes pensar me faz brochar. E assim, cair por terra todas as minhas esperanças. E todo esse meu desejo de me sentir completo...
terça-feira, 7 de julho de 2009
Carta para Ele
Ele tem 19 anos. É de escorpião. Ele sabe dominar, e me domina. Como se eu fosse sua presa, e Ele, o mais belo predador. Ele manda e desmanda no meu coração, Ele sabe como fazer, Ele tem o jeito certo. Capaz de dominar o mundo com a sua meiguice, Ele me tem. E eu me vejo como uma criança, inocente, caindo em todo os seus jogos. Caindo de cabeça, no abismo que é o seu peito. Mas eu não me nego, é isso que eu quero. Agora eu confio em ti. E nós vamos crescer mais, um dentro do outro, cada um por si. Seremos grandes, seremos únicos. E eu quero ver crescer todo esse sentimento dentro de mim. Quero mais. Quero ver em você toda a esperança nascer. E nascerá em mim um grande jardim. Você virá preenchendo todo o vazio, que os anteriores deixaram.
Em seu peito eu não me calo. Em seus braços eu me perco. Em suas mãos eu me entrego.
E quero assim. Suspirar assim. Sonhar assim, com você assim.
E eu tenho 17 anos. Sou de leão. Apaixonado por Ele. E quando Ele não está, um vazio imenso me toma o peito. Com Ele as coisas ficam muito melhores, me sinto mais seguro. E quando estamos só nós dois, o mundo todo fica mágico. E eu posso me afogar em suas águas, sem medo de me perder. Recebo a sua paz por osmose. Só é necessário a sua presença, e na sua ausência me falta calor. E é dentro de você que eu busco o meu equilíbrio, e eu já posso sentir o quanto te quero...
sexta-feira, 3 de julho de 2009
O Ar, Doce Ar do Momento
Era noite de festa, um dos rapazes chegará a pouco tempo na cidade. Já se conheciam, já sabiam o que iria acontecer. E no meio de álcool, nicotina e ilícitas, se divertiam sem se preocupar com o amanhã. Cirrose, câncer, ou overdose, só deixariam as coisas mais interessantes. Ali o sentimento era explicito, o afeto era fatal. Tudo tão intenso, e tão sincero. No meio de caricias, e troca de olhares limitados, pois como não podiam assumir todo aquele sentimento naquele lugar, onde certas coisas eram vistas com um ar de pré-conceito, um pouco mais tarde vão pra casa. E ali, entre quatro paredes, eles eram livres, e poderiam ser eles mesmos sem pudor, sem medo.
Corpos nus, peles claras se encostavam. Um dos rapazes se jogava ao chão, se entregando sem preocupação. Entregaram-se os corpos, e os sentimentos um ao outro. Confidentes, carne, olhos e boca na boca. – Eu podia sentir as suas nádegas, suadas, de tanto esforço para me penetrar. E era aquilo que eu queria. E era ali que eu queria estar. Queria ver o seu esforço. Eu sentia sua pele macia na minha, poucos pêlos, mas essenciais. Eram dois homens. Eram dois garotos. Eram duas almas entrando em transe, ali se via facilmente a magia do sexo. Com algo a mais, existia sentimento, confiança e companheirismo...
Mãos, peito, nuca, costas largas, desejo. Certas coisas são inexplicáveis. Nesse caso, nenhuma palavra é realmente certa. Não havia como explicar, aquele garoto que eu sempre quis. Estava ali gozando em francês, dentro de mim, e eu via em seus olhos, o quanto ele me desejava. Eu sentia em seus braços, o calor do seu corpo, e o peso e a vontade de sempre querer tê-lo por perto. Eu me sentia seguro. Eu me sentia amado.
Nossos pés entrelaçados, suas pernas. Seu pau. Seu peito, seu jeito. Era o que eu queria durante tempos... Queria senti-lo em mim. E não havia dor que me fizesse mudar de idéia. Não havia nada de errado. Eram duas pessoas se apreciando, se conhecendo ainda mais. – Eu vi seu rosto, tendo orgasmos, eu senti sua porra em mim. E eu tinha seu corpo em minhas mãos. E me senti satisfeito, vendo você satisfeito no meu íntimo. Seus olhos brilhavam, e você deitou em mim, ainda nu, e assim permaneceu por eternidades, até o Sol nascer de novo.
Em nenhum momento me senti sujo. Em nenhum momento me fiz de vítima. E em meus olhos a felicidade era clara, mesmo que momentânea. Aquilo tudo foi o auge do tesão, o auge da compreensão, o pico mais alto de sentimentos verdadeiros. Verdadeiros naquele momento... Mas nunca passou de momentos guardados na lembrança, que às vezes nos faz chorar, nos faz rir.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
A Traição.
Sentada no sofá, a moça acariciava o gato, enquanto com a outra mão dilacerava cigarros, acendendo um atrás do outro. Impaciente, o tal moço ainda não chegará. Em outrora havia motivos pra tal desconfiança e impaciência. O gato testemunhava toda aquela paranóia sem entender muito bem, às vezes as caricias pareciam pancadas. Pancadas essas, que a mulher mal sabia o que era. Mesmo tendo alguns problemas de ciúmes, nunca teve o que reclamar do seu marido. Um rapaz atencioso, carinhoso, e tão apaixonado quando a moça.
Horas se passavam, e na cabeça da pobre mulher cenas de traição envolvendo o marido em orgias cabalísticas. Delírios. Alucinava as coisas mais absurdas, fugia de todos os limites com a sua paranóia. – Alguns até achavam que ela merecia ser traída, pelo simples fato, de às vezes irritar as pessoas ao redor, com o seu ciúme doentio.
Variadas possibilidades passavam pela cabeça da pobre mulher. – Tenho certeza que ele está se divertindo por ai. Ligou-me hoje cedo, estava com a voz estranha. Definitivamente, ele não gosta mais de mim. Acho que ele acabará com tudo...
No outro dia, o marido chega em casa, e diz a mulher que havia traído-a. A mulher então começa a arremessar objetos; xícaras voando na sala, alguns pequenos vasos que serviam de enfeite. Até o telefone sem fio. E aos berros gritava coisas como; seu maldito, eu sabia, você é um filho da puta... Começam lágrimas e explicações. O homem diz que foi apenas uma atração carnal, e que sempre amará a sua esposa, mas estava com alguns problemas, e acabou fazendo a burrada. Jurava de joelhos dizendo que seria a primeira e última vez... A mulher continuava chorando, e não respondia as explicações do marido.
Então ela se levanta, sem olhar nos olhos do marido. Vai direto ao banheiro, abri a ducha e termina de chorar com a água caindo em seu corpo. Ali ela estava sozinha, podia desabafar para as paredes, deixar aquela água cair e lavar a sua alma... Depois, esfrega sabonete em seu corpo, se sentindo suja, pela traição. Saí do banheiro, e de novo sem olhar nos olhos de seu algoz, abre a porta do quarto e tenta pegar no sono... Acreditando que um novo dia iria nascer. E as coisas se resolveriam...
No dia seguinte, a moça acorda como se tivesse sido atropelada, pesada, com asco, olha para o marido, que havia dormido no sofá, onde ela esperará tanto tempo... Então o marido começa de novo a pedir desculpas. A mulher de cabeça baixa diz que estava muito decepcionada com o marido. E que não havia mais motivos pra continuar uma relação aonde à confiança cairá no chão.
A mulher sempre desconfiou do marido, um moço que nunca havia traído-a . E que sempre aguentou as suas paranóias e ciúmes sem motivo algum. Nunca a tratou mal. Sempre lhe deu atenção e carinho. Na realidade, os dois sempre se amaram... Se ela tivesse dado uma única chance ao seu rapaz, comemoraria bodas de prata, ouro e diamante. A confiança é um sentimento muito sério, e importante para uma relação. Às vezes nós desperdiçamos amores por motivos tão pequenos... Esquecendo o que é realmente importante.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
O Penúltimo dia de Solidão
O Penúltimo dia de Solidão
Queria eternizar as borboletas no meu estômago, queria que todo dia fosse aniversário de um amigo meu. Queria que todo dia me faltasse 1% de felicidade, queria estar todo dia a um passo de te ver. Queria que as coisas fossem menos complicadas, queria que a cobrança social, e a desigualdade social fossem menor. Queria acabar com as injustiças, com os meus próprios dentes. Queria que tudo fosse verdade... queria viver meus sonhos. Queria saber o segredo do mundo. Ah, como eu queria que o mundo fosse diferente.
Se não houvesse suco gástrico, se não houvesse a velhice (como término), se não houvesse a falta de felicidade. Se não houvesse a distância. Se não houvesse as complicações, e se não houvesse a sociedade defeituosa. Se não houvesse as injustiças, se não houvesse as mentiras. Se não houvesse os pesadelos, se não houvesse os segredos, eu não teria momentos como esses. Quando o mundo vira ao contrário, e todas as exceções desabam, como se fosse um mundo perfeito. As borboletas no estômago, as flores no jardim.
Não devo nada a ninguém... me deixe sonhar... me deixe sonhar...
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Poema das Três Orações
Rasguei cartazes em seu nome,
Dentro de mim,
ouvi meus próprios gritos.
Rezei para que cala-se
Como odeio alguém que não conheço?
Como não consigo amar,
quem conheço tão bem?
Rezei pela segunda vez.
Ainda assim, como posso me ver em seus dias?
Calando assim, todo amor e ódio
que há pouco sentia,
Eu vivia naquelas noites frias.
E era eu que estava alí!
E no meu peito que palpita
Sendo engolido por todo ócio
Que os teus dias me preparou
Rasguei minha alma em seu nome.
Dentro de mim,
só havia vestigios, olhos teus
Rezei mais uma vez,
para que você voltasse...
segunda-feira, 11 de maio de 2009
O Cotidiano do Palhaço, por baixo da lona.
Pouca gente sabe, é muito escondido, muito fechado. Talvez muito marginalizado, infelizmente. Muita gente perde com isso, as pessoas, por exemplo, perdem o saber. Saber, conhecer, descobrir, e até mesmo degustar o circo e toda a arte mal divulgada.

Há pouco venho descobrindo uma arte milenar, que antes eu observava com uma barreira de pré-conceito, normal na sociedade que vivemos. Mas agora fui a fundo, e percebi que aquele rapaz no farol, não está ali fazendo malabares por falta de emprego, ou por ele ser vagabundo. Percebi que quando ele passa o chapéu, não está pedindo esmola.
Conheci alguns artistas circenses, uma boa parte malabarista e/ou trapesista. Eles realmente são artistas. Eles realmente são profissionais. Mas em parte, o circo é egoísta. Quando você vaí ao circo, você ri. Mas nunca verá a lágrima do palhaço. Ele vive malabares, é o seu ar. Quando acorda, antes de dormir. São os malabares que trazem seu pão, são os malabares que pagam seus banhos, que paga sua erva, sua cerveja. Seus amigos, em boa parte, são malabaristas. Eles conversam sobre isso, trocam truques. Cada um com seus números; claves, bolas, diabolos, argolas e etc... Existe confenções, muito esforço, dedicação, e paixão pela arte.

Quando a gente olha bem de perto, a gente percebe que o mundo é uma oficina. E que em todo instante existe uma pessoa ensinando a outra. A gente percebe que existe uma forte corrente humana, uma corrente de conhecimento e sabedoria. Descobrimos que não há apenas nós no mundo. E temos que aceitar as várias possibilidades de vida, tentando destroir todo o pré-conceito existente. Dando menos valor ao nosso umbigo, e pensando no coletivo. Divulgar a arte de rua, é divulgar a cultura. E as pessoas só crescem com cultura.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Noites Sem Dias
fazia pensar,
amar, querer
Me trazia, azia
Dor de barriga
Só de lembrar,
Não havia desculpas,
simplesmente não iriam adiantar
Pensamentos, incoerentes
Já sabia que não estava lá
E de baixo,
e de novo,
sentia algo
alguém, ninguém...
Sofria!
noites sem dias,
Poesias ali fingia, fugia
De algum modo, adormecia
Dor, amor, saudade
Morria!
Mais um dia,
Se fazia livre,
Libertado da vida
da vida...
da vida... Aos poucos
Sem chorar.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Je t'aime ami.
Desilusões desabam nas minhas costas. Cada vez mais, cada vez mais intensa. Não sei ao certo o meu espaço no mundo, não compreendo o pensamento humano. E quase sempre tenho certeza, de que não estou no lugar certo. - Quem eu quero enganar? Meus sentimentos? Meus pensamentos? As pessoas a minha volta?
A mentira não é o melhor refugio. E a tristeza, nem sempre vem pro mal. Entenda como prevenção, ou antecipação sentimental. Um sentimento impar, que me faz mudar o pensamento.
quinta-feira, 26 de março de 2009
Hoje é Dia!
Cidadão Who, Quem Quer Manter A Ordem?
sábado, 14 de março de 2009
Almirante Tamandaré, 111
Depois de um tempo, toda vez que eu me sentia na necessidade de me encontrar, revirava o meu passado, como um cachorro faminto, revira o lixo. Sempre foi a melhor forma de colocar as coisas no lugar, era no passado que se escondia as soluções dos meus atuais problemas. E em algum lugar do meu passado, havia uma rua muito bonita, luxuosa no centro da cidade. Bastante prédios como de custume, algumas árvores, comercios. Havia um contraste próprio da rua em si. E era no número 111 que eu me abrigava há um tempo atrás. - Uma casa simples, antiga, porém grande. Me lembro bem do quarto, chão de madeira, teto alto. Um bom lugar pra sonhar. O cenário perfeito para os melhores três meses de minha vida. Lá era possível encontrar pessoas de diversos tipos, e eu era um dos frequentadores mais insistentes da casa.
Almirante Tamandaré, aquele lugar era capaz de me dar uma dose de nostalgia necessária para que melhorasse meu humor. Eu estava sofrendo algumas crises, e precisava de alguma coisa que me motivasse. Me sentia na necessidade de me mostrar do que sou capaz e etc... não como uma auto-afirmação, nem para massagear o meu ego. Eu queria apenas saber até onde eu iria. Eu queria apenas saber até onde eu queria ir. Depois de eu ter me perdido por aí algumas vezes, as coisas não me faziam mais tanto sentido. Quanto fazia naquela casa, com aquelas pessoas. Claro que não lembrarei o rosto da maioria das pessoas que passaram por lá, afinal, o álcool embaraçava minha vista, e os rostos são distorcidos.
A resposta que eu encontrei na rua Almirante Tamandaré, é que eu sempre fui só. E que todo mundo sempre foi só. Mas isso não é tão ruim quanto parece, as vezes as pessoas precisam ficar só para se encontrar e depois seguir um rumo. E o que nos faz sozinho, são os diferentes rumos que tomamos. Entre rumos e rum, Alimirante Tamandaré, travessa da av. Saudade, no bairro da Solidão. Esse foi um dos lugares que mais sentirei falta, e se um dia, quando eu estiver velho, e alguém vier me perguntar sobre um lugar mágico, eu direi: rua Almirante Tamandaré, 111.
sexta-feira, 6 de março de 2009
Sangue No Chão
Sangue No Chão
Navalha no olho,
Navalha na boca!
Corte na perna,
Fratura exposta
Exposição de arte,
Solos de cigarro
Exposição de carne,
Solos de guitarra
Pedra na janela,
Prego no Furgão.
Beco na viela,
Sangue no chão.
domingo, 1 de março de 2009
Vou Plantar Um Mangue No Meu Quintal!
Vou plantar um mangue no meu quintal, vou rezar para que o mangue cresça forte como um touro. O mangue dos vencedores, dos vendedores de alma, dos piadistas, e dos homossexuais humoristas. Dessa vez eu vou botar pra ferver, nenhum relógio vai fazer a minha cabeça doer. Nenhum dentista vai me dizer o que comer, ninguém será dono de mim. E Nação Zumbi, vai vir me visitar.
Não vou perder tempo, com quem eu julgo ridículo. Farei o possível pra julgar menos. Farei o possível... Vou descartar o podre do meu cotidiano. Vou metralhar os conservadores, com as minhas balas da juventude. Vou explodir crianças com gargalhadas... até fazer o circo implodir de alegria. Enfim, vou correr pelado no Jardim de Cactos.
- Tanto negócio, e tanto negociante. Ninguém me deixa mais em paz... vou ser obrigado a morrer de rir! O meu mangue vai brotar folhas de sonho, nos jardins dos sinais.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Quando Eu Posso Ver

Quando Eu Posso Ver
E o que é sincero, é pra sempre
De repente quando você chegar
Tão perto que minha mão alcance
Eu posso encostar.
Nos seus pelos, cabelos,
Seus olhos, seus dedos
Meu gosto, seu rosto
Quando chegar
Vir ou voltar
Pra quem entende o que é,
não saber de quase nada
Eu posso tocar nos seus olhos
seus polos, seu mar
E quando eu entendo
ou penso que entendo
Eu sei o que eu penso
E o que quero
Na rua ou na esquina
Do seu céu, eu rasgo seu vento
Tirando o seu vel
Ou o seu pensamento
De quem quer, sem saber
o que é certo ou errado
Eu posso quando eu consigo vers
eu corte, cabelo, seus pelos
sem medo, segredos
Quando eu posso ver
Eu posso ser melhor
Seu corte, cebelo, seus pelos
Seus olhos, seus nervos.
Quando eu posso saber seus segredos?
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Eu Não Quero Ser Ilegal!
Carta de Um Jovem Cidadão Paulista, e com harmonia a todos os jovens lutadores da mesma causa.
Que o mundo está um caos todos nós já sabemos. Acredito que praticamente todas as pessoas já se pegaram pensando, em como o nosso mundo está desorganizado. Tudo fora do lugar. Polícia (gato), usuários (rato). Até parece uma história de comédia, se o fim não fosse tão trágico como é.
Eu jovem paulista, estou lutando para eu ter o direito da escolha sobre a minha vida. Livre arbitrio, eu como um cidadão apenas quero ter o direito de poder fumar maconha, sem ter que me esconder. Sem eu ser julgado como marginal. - O mundo está tão em desordem, que os errados podem andar a luz do dia. E pessoas que se sentem no direito de fumar, pessoas essas que em grande parte nunca roubaram nada. Cidadãos que tem família, trabalho, escola. Eu como ser humano único, chego ao ridículo de ter que pedir, uma liberdade. Liberdade essa que me é de direito como um cidadão. E se o próprio governo me coloca como um bandido, ou 'fora da lei'. Já dizia o Planet Hemp, a Culpa É De Quem?
Ninguém nunca tirou o direito das pessoas terem uma vida normal. Da mesma forma que a pessoa tem o direito de ingerir álcool, ou nicotina. Sabendo os riscos, causas e efeitos. Acho que a população tem que se conscientizar, e saber o que é mais importante. A verdade é uma só, e todos já sabem o óbvio. O tráfico existe apenas pelo fato de ser proibido. Não há motivos para descriminar uma erva natural.
O governo, a mídia, a igreja, manulipula a massa. Talvez a droga é proibida, porque dessa forma, os corruptos conseguem extrair mais verba da sociedade.
Não somos marginais, somos apenas cidadãos que queremos a liberdade, e deixar de ser ilegal é o melhor para todos. Com respeito, educação, e voz ativa do povo conseguiremos uma país melhor, mais justo.
Manga Rosa, Coração de Pedra
É manga rosa,
É coração de pedra,
É carinho de mãe,
Abraço de irmão.
É manga rosa,
É São João,
E é tão difícil aceitar,
São Luis do Maranhão.
É pedra, é rosa
Manga, coração.
E de tudo virou-se queixa,
Do vinho, virou-se água,
E das mancadas, que não me deixa
Ficar um pouco mais...
E da saudade,
Da esperança,
Me calo feito velho,
Choro feito criança,
E das bobagens,
E das lembranças,
Me calo feito velho,
Choro feito criança.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Chiclete de Menta, Aumento da Tarifa do Ônibus e Luis Fernando Veríssimo,
Essas coisas já vinham acontecendo faz um tempo, mas começa oficialmente com um chiclete de menta. Famosíssimo chiclete de menta! Meus dias haviam mudado. As músicas haviam mudado, de Orfeu da Conceição, cantada por Toni Garrido (Eu não gosto dele. Mas ele cantando essa música é maravilhoso!) E hoje em dia, eu ouvia Acabou Chorare, Os Novos Baianos, acho que essa foi uma das melhores partes da mudança. A água também, ficou sendo uma das coisas mais importantes. Depois de passar alguns (lê-se muitos), dias no Parque, minha boca ficava seca, dessa vez com uma frequência diária. Normal, eu havia tirado férias do mundo. Queria descansar, relaxar, aproveitar o máximo. Eu estava curtindo um guy também, que com o tempo, se foi. Esse também foi um dos motivos das "férias".
Mas as férias não passavam! E com o tempo as responsabilidades vieram, junto com a explosão da crise (Que quase fez aniversário, mas as pessoas não paravam de falar nisso, e tudo era culpa da crise.) A grande posse do Obama, que também fez parte do cenário. E o último fato acompanhante do meu caos juvenil, e não o menos importante; O aumento da tarifa do ônibus de Santo André! Putz, isso tinha me quebrado! - Como pode, Deus? - É o Apocalipse! Nesse meio-tempo, até o teto da Igreja Apostólica Renascer em Cristo Ltda, desabou! Só pode ser o fim! Mas qual pecado eu fiz pra gastar R$2,50 por cada passagem?
Ouvia Guilherme Arantes, como símbolo do meu castigo. Estava com um sério problema, precisava me decidir qual faculdade fazer! E então, fiquei impressionado, vendo uma entrevista do Luis Fernando Veríssimo. - Como assim, ele não tem diploma? Ninguém nunca pensou em prender esse cara? Olha lá senhor Veríssimo, vê se providência logo esse papel! - Pois é, eu estava me cobrando de mais. Consegui ajudar o mundo a me pressionar. Não tinha o porque disto, uma boa parte das coisas haviam melhorado. Claro, com uma grande ajuda do mestre Luis Fernando Veríssimo, sem saber.
Por; Gustavo Albano , 09 de fevereiro de 2009!
sábado, 24 de janeiro de 2009
A minha vida andava chata...
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Cidadão Who, No Mundo Real
Essa estória é engraçada! Quem não conhece o Cidadão Who? Pois é, maluquissímo, bem conhecido nos bares do centro, ou nas cia's culturais da cidade. Quando jovem se via perdido no meio de grandes castelos colossais, rocha, pedra-sobre-pedra. Nada além do normal. Talvez a faísca inicial, tenha sido a pressão da sociedade. Uma pressão imposta tanto pela sociedade, quanto do governo, opniões políticas, éticas e a velha classe média. Os velhos conservadores, e os absurdos das classes mais baixas.
Mas a pressão social bateu na minha porta. Convidou-se para se sentar e até então, não saiu mais. Me olha todas as noites, quando me vejo só. Tanto no ônibus, quanto no quarto antes de dormir. São nessas horas que o moralismo social vem nos cutucar, nos cutuca como uma criança chata, imperativa, pula, faz barulho, encomoda. Saco! - E algumas vezes a cobrança vem de dentro. Puta, essa é a pior parte! Por quê? Sabe-se lá Deus!
Cidadão Who! O velho anônimo perdido no mundo! "Eu desorganizando posso me organizar!" Grandes blocos de concreto caí na minha cabeça todo dia. Excesso de informações, atividades, cobranças. E o Cidadão Who, é só mais um no ponto de ônibus. É só mais um que consegue sobreviver nas metrópoles. Cidadão Who, estuda, tem cultura, gosta de ácool e literatura nacional. Cidadão Who, planta o que fuma. Cidadão Who, vive, sobrevive e apesar de tanto cheiro de cimento, ainda tem pique pra dançar no quarto, com ou sem música. Cidadão Who, é o que é, porque ele consegue olhar pro céu.
O resumo de Cidadão Who, No Mundo Real é simplesmente um jovem a mais, que está carregado de informações; sistema, política, e a vida como um todo. Abordando assuntos do seu cotidiano como ideologia e religião, e como o futebol e as novelas podem manipular a sociedade como um todo. Um jovem a mais, carregado de insônia, que busca mais do que um lugar ao Sol, mais do que um lugar no meio do mundo. A selva de pedras, é só mais um cenário onde você tem que sobreviver como predador. E desabar na elite... coloque-se no seu lugar. Aguente firme a pressão, mesmo com um copo de pinga, o cigarro, e um baseado pra segurar esse rojão! E como forma de descarrego, se masturba pra consegui dormir em paz... sem esquecer, de dançar no quarto.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Amor Ninguém,
Me fez sentir o que era ser feliz,
Mesmo com as besteiras e destruição
Eu me via tão bem,
Mesmo com as brincadeiras do coração,
Se pra mim o significado da vida era o amor,
Me fez sentir o que era ficar tranquilo,
Mesmo tendo alguém pra se preocupar,
Eu me via tão bem,
Mesmo amando um Zé Ninguém,
Se pra mim, a vida era só o amor,
E tudo que eu sentia era só amor,
E toda a minha vida fez sentido,
A minha vida toda, era só amor,
Me fez sentido quando vi a pulsação,
O que era amar alguém
Se transformar com alguém,
E sentir-se dentro de alguém,
Se pra minha vida o amor me fazia bem,
Mesmo amando um Zé Ninguém,
E moldando o Zé Ninguém,
Como eu sempre quis alguém,
Se pra mim, a vida era só o amor,
E tudo que eu sentia era só amor,
E toda a minha vida fez sentido,
A minha vida toda, era só amor,
E tudo pra mim, ainda é amor,
Ninguém vive sem amor,
E o amor não vive sem ninguém,
E tudo pra mim, ainda é amor...
Gustavo Albano (25/09/08)
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Curta Sua Velha Garota
Curta aquela sua velha vida,
Curta com aquela sua velha garota,
Esqueça dos carnavais,
Nossas viagens astrais,
O gosto das músicas do Nando Reis,
E os InfernaisEsqueça dos 'demais'
Dos saltos ornamentais,
Da Ásias e dos ocidentais
Esqueça do ano novo,
E volta para aquela sua velha vida curta,
Com aquela sua velha garota, curta
Vão amar a flor,
O café e o verão passado,
Vão perceber que o seu amor,
Já está atrasado,
Mas a noite vai chegar...
O Podre E A Sociedade,
A sociedade, como uma laranja podre.
Deixa podre. Fica podre.
Permanece podre. Morre podre.
Laranja podre. Sociedade podre.
Padre podre. Todos podres.
Todos vocês são podres.
- E o pior de tudo, um bando de gente podre, que não se entende.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Josmar Silvino - O Letreiro Digital,
Josmar Silvino, 28 anos. Chegou em São Paulo, aos 18, com a ajuda do seu Tio, operário. Seu Tio, troca a sua mão-de-obra por uma cesta básica, e por dois copos de consolo por mês. Todo quinto dia útil, um gole pra afogar as suas magoas. Todo o dia vinte, outro gole, pra fechar e aguentar o final do mês.
Josmar conseguio entrar em uma lanchonete no centro da cidade. Ele era o responsavel por organizar as filas. Pelo fato da lanchonete ter triplicado o faturamento nos últimos seis meses, por causa de uma divulgação feita na internet. Josmar não conhece muito bem de internet, mas mesmo assim, é responsavel pelo seu setor. Deixar a fila em ordem!
Josmar recebe 490 reais, mais a condução. Não é registrado. E paga 180 reais no seu aluguel, na cidade de Rio Grande da Serra, a onde mora com a sua esposa e duas filhas. Por causa das crianças, a esposa de Josmar não consegue trabalhar, e por não ter creche perto da sua casa, ela fica o dia inteiro cuidando das crianças.
Josmar anda de ônibus, até chegar no centro de Rio Grande da Serra. Depois pega um trem até a Estação Luz, e depois um metro, e desce na Sé. Trabalha sete horas por dia. Mas gasta duas horas e meia, dentro dos transportes públicos. Pela dificuldade de acesso, Josmar se atrasa quase todos os dias.
Seu chefe reclama, não tolera atrasos: - Josmar, vou te dar uma semana pra você achar alguma solução e não se atrasar mais! Caso contrário, rua!
Josmar faz como sempre fez, abaixa a cabeça e diz procurar uma solução.
Terça-feira. Josmar chega quinze minutos atrasado. Seu chefe diz: Josmar, vejo que você não achou a solução. E peço, pra que você não se encomode mais. Pode ficar tranquilo, eu achei uma solução chamada: Letreiro Digital, venha na sexta-feira, que eu vou deixar tudo ajeitado para a sua demissão.
Letreiro Digital, 380 reais, a instalação completa. Manutenção, 65 reais por mês. O Letreiro Digital, não chega atrasado. Não tem horário de almoço, não falha. Não depende de transporte público. Não reclama. Não sente dor nas costas. Não entrega café, para o seu chefe. Não faz massagem na Vilma quando ela está com dor de pescoço. Não da conselhos para a Vera terminar com o Edgar. O Letreiro Digital não é um Organizador de Filas, é apenas um Letreiro Digital.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Proibida Pra Mim

'Você olhava pra ele como nunca olhou pra mim. Talvez, desejava-o como nunca havia me desejado. Pois é, vamos colocar as cartas na mesa! Nunca quis roubar seu lugar, mas agora que você foi embora. Quem um dia te fez chorar, hoje, chora por mim. Quem um dia jurou te amar, hoje jura pra outro.
"(...) Eu me flagrei pensando em você
em tudo que eu queria te dizer
em uma noite especialmente boa
não há nada mais que a gente possa fazer
eu vou fazer de tudo que eu puder "
(...) Se não eu quem vai fazer você feliz?
Se não eu quem vai fazer você feliz? guerra"
Maldita Caixa de Leite
Achei que ia dormir como um anjo, claro. Chego as 1:30 da manhã, todos já estavão dormindo... olho pra bancada, em baixo dos copos, que ficão em baixo de onde minha mãe guarda as panelas. A bancada, como sempre, uma bagunça... Mas algo me chamou a atenção: Neston! Uau! - E nossa, ainda está cheio, que delicia. Toddy? Mentira, acho que o pote está vazio. Ontem pelo menos ele estava.. - Oh! Está cheio! No mínimo a minha mãe encheu. Que delicia. Agora eu sei que vou poder comer e dormir bem. Agora só falta uma coisa, o leite. - Cadê o leite? - Em cima da pia, tem uma caixa de leite... É, estava bom de mais pra ser verdade, a caixa de leite está vazia. Nem sombra de outra caixa de leite na geladeira. É, cheguei na conclusão que vou ter que dormir com fome.
Puto, claro. Quem não ficaria? - Pra melhorar vejo a embalagem de um chocolate em cima da mesa. Só a embalagem, claro. Tudo bem, eu durmo com fome... eu aguento. Mas preciso urgente morar sozinho!
domingo, 11 de janeiro de 2009
Puta Que o Pariu.
Puta Que o Pariu.
Era praticamente o cheiro do ralo. Ana-Taboa, havia acabado de entrar na sala, claro, pra piorar. Aquela prima, magra-manca não tinha mais tanta graça, quando de ridícula passou para chata. Acho que não tinha como ser pior. Credo! Acho que o que me embrulhou o estomâgo foi o cheiro (lê-se o mal-cheiro). O foda é que tinha que aguentar. Tortura! Não podia nem rir, nem chorar. Como vocês conseguem? Lembrava aquele cheiro ruim. Porra, cu é foda. - Até parece que você não sabia? Não sei como eu pude ficar na dúvida. - Bom são coisas da vida, a gente tem que superar. Na hora é péssimo, é foda. Mas depois que você toma aquele banho, passa todos os cremes que você conseguir, o cheiro passa. Parabéns! Agora você tem cheiro de frutas vermelhas, no mínimo o cheiro de três condicionadores diferentes, e mais aqueles dois potes... que parecia ter cheiro bom. Espero que não tenha sido amaciante. De resto, o que eu posso reforçar é, pelo menos eu sou novo. Mas ter que dar banho em cachorro é foda...
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Você Faz Parte do Céu

Existe um trevo de quatro folhas, no céu de cada um de nós. Não há nada impossível, e não há ninguém melhor do que você.
domingo, 4 de janeiro de 2009
Solidão!

X: Só?
V: Sim!
X: Como vai viajar sozinho?
V: Viajando, normal. Eu me viro!
X: Ahh V, você não tem jeito mesmo. E vai ir pra onde?
V: Não sei ainda, mas eu vejo algum lugar na rodoviária.
X: Aí...aí... V, toma cuidado...
Sim, eu já tive alguns problemas com solidão. Mas isso vai se resolvendo com o tempo, hoje em dia me sinto até melhor. É, eu acho que eu posso dizer isso...
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Uma Vez Por Dia
Todo o dia,
Todo o tempo,
Levo a minha vida,
E não me arrependo.
Postado Por; Gustavo Albano, 19 de dezembro de 2008.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Faz Cara de Cu
"Faz cara de cu,
Faz cara de safada.
Esse é só mais um funk,
Que todo mundo sabe,
Não vaí dar em nada!"
Ele Não Surfa Nada!
Abre os olhos. Suspira, levanta. Abre a boca, ainda com sono, boceja. Abre os braços, se espreguiça. Toma banho, se troca. Fantasia-se de rei, se sente dono do mundo e vai buscar o que é seu, ou do que quer que seja seu. Toma ônibus, toma trem, toma mais um ônibus, toma chuva. – Independente de tudo isso, ainda se sente o dono do mundo. Apesar do atraso já ter passado de uma hora e meia, não deixa o seu sorriso descansar. Apesar da sua roupa de rei estar ensopada, ainda sabe que tem chance. – Pede ajuda a Deus, Oxalá. Pede ajuda ao tempo. Pede ajuda a qualquer um que cruza o seu caminho.
Enfim, chega ao seu local de destino. Abre os olhos, com a voz trêmula, com os olhos trêmulos. Impressiona-se cada vez mais. Ternos, gravatas, roupas femininas sociais, carros do ano. Pessoas bonitas, também fantasiadas de reis e rainhas. Talvez até mais preparadas do que eu. – Pois é, o que é que eu estou fazendo aqui? E se me aprovarem, o que é que eu vou fazer aqui? Isso não é pra mim! Isso é de mais! Acho que eu não quero ser um vencedor. - Armei todo esse circo apenas pra andar por São Paulo. Fumar o meu cigarro bohemio, em plena Avenida 9 de Julho, beber a minha água, afinal é sempre necessário quando a boca fica seca. E voltar pra casa.
Volta pra casa. Coloca o seu velho e fedido uniforme moribundo. Olha pro espelho, e vê aquele mesmo reflexo, de tempos atrás. O reflexo ainda era o mesmo. O uniforme ainda era o mesmo. A única coisa que mudava, e isso era fato, mudava cada vez mais. Era a sua face. Cada vez mais cansada, cada vez mais enrugada, cada vez com mais, e mais cara de merda. É, foi exatamente assim que aconteceu. E mais uma vez, contentou-se com a sua cara de taxo, a sua mesma cara de taxo de anos atrás. Já havia se passado mais de três carnavais assim. Três natais, e três viradas de ano. O que era pra ser um ano novo, caiu na rotina. E todos os novos anos subseqüentes, viraram a mesma coisa. E a cada ano que passava, era como andar pra trás, ou até pior do que isso. Continuava no mesmo lugar...
Foi ao mesmo trabalho moribundo, que combinava com o seu uniforme e com todo o resto. Viveu seu dia moribundo. Com as mesmas companhias, também moribundas. Fez seu horário, e foi rumo a sua casa, que era apenas mais um complemento daquela sua vida de sempre. Aquela sua monótona vida moribunda.
- E aquela conversa de dono do mundo, caiu no esquecimento, e com o tempo virou apenas mais um sentimento do passado.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
A beleza mística, dos místicos belos...
Quem se banha com a energia de Paranapiacaba, merece, sem dúvida, dias melhores. E dias melhores estão por vir!
-
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Watts de Cu é Rola
Watts de Cu é Rola
Não quero mais ouvir falar em volts, watts, gigabytes e softwares. São muitos números, downloads, não quero mais saber de www, nem de megapixels, de ponto, tecnologia de ponta. Não quero mais. Não necessito de nomes em inglês, nem voltagens pra me dizer o que realmente importa. Eu só não quero mais depender de sinal, de tecnologia, eu não quero mais me preocupar, me estressar no dia a dia.
Não quero mais ouvir falar em quilômetros, quilos, pesos, milímetros ou centímetros. Não tenho necessidade de medidas, não tenho medida. Não tem como medir a minha raiva, a minha fúria. Não quero mais saber de técnicas, tempo, ou perca de tempo. Não quero mais, só isso. Eu não quero mais me importar com isso!
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Saudade, A
Marquei um encontro com a saudade. Com a sua melhor roupa, com a sua melhor cara. Na sua melhor condição - Quando as pessoas sentem saudade, só pode significar que o que passou foi bom. No mínimo eterno, pelo menos na lembrança. – Agora eu sei, agora eu entendo.
Só Mais Uma...
Só Mais Uma...
Só mais uma dose, só mais um gole, só mais uma taça, só mais um entre os seis. Só mais uma mente, só mais um golpe, só mais um distúrbio, só mais um problema. Só mais uma mentira, só mais uma ocupação, só mais um sonho, só mais uma idealização, só mais uma. Entre outros...
Ao invés do certo, o morto.
Ao invés do concreto, um sonho.
Ao invés do momento, um tormento.
Ao invés da vontade, saudade.
Ao invés do soluço, um copo, um corpo, um pulso.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Não Há Qualquer
Não há motivos,
Não tem sentido,
Qualquer motivo a mais,
Qualquer sentido pra dizer,
Não tem porquê,
Não há de que, de te agradecer
Qualquer motivo a mais,
Qualquer sentido pra dizer,
Não dá mais.
Não tem o porquê,
De chorar, implorar, ou se preocupar
Com o que não existe,
Com o que não mora mais em mim.
Dia Pós Dia - Era assim que tinham que ser...
Engolia fumaça uma vez por dia. A fumaça me ajudava a enfrentar aquilo tudo. A fumaça me ajudava a relaxar. - Mais um tormento, mais um motivo pra ficar rodando antes de dormir. Eu sabia que iria chegar essa hora. Eu já tinha esse conhecimento, e apesar de tudo, eu sinto que estou segurando bem as pontas, na medida do possível, claro.
Eu sabia também, que a solução não seria ouvir Marina Lima. E o mais cruel, o mais pesado, eu também sabia que estaria sozinho daqui pra frente. Decretava mais uma vez a minha solidão. Não que as pessoas se afastassem de mim, e sim o contrário. Eu queria o mundo, eu queria tudo. E o preço pra isso, é sem dúvida, a solidão. Não tem como você ser imortal, sem ser sozinho. Não tem como ter o mundo em suas mãos. É... era assim que as coisas seriam daqui pra frente...
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Teoria da Relatividade vrs. Meu Humor
O Aparelho Auditivo
Desligue o seu aparelho auditivo, e marque um encontro com você mesmo.
Ontem eu desliguei o meu aparelho auditivo. Queria apenas ouvir o meu mundo, o som da minha respiração, queria ouvir o meu intimo, o meu ego. O barulho da TV, antes tinha a sua única função, me ajudava a dormir, principalmente quando na programação passava o horário político. Na verdade, eu sempre gostei de horários políticos, afinal de contas. Não a nada melhor do que dormir com o som da TV ligada, principalmente quando se ouve apenas futilidades. Faz você pegar no sono rápido. Mas muitas vezes o silêncio é a melhor resposta. Como se eu estivesse dentro de uma bolha, e nada nem ninguém pudesse me atingir. – Me sinto melhor sem ouvir bobagens, ou gente chata. O silêncio faz você ter um encontro com você mesmo, e claro, isso é essencial.
O único problema em dormir em uma bolha, é que você não ouve o barulho da chuva no telhado. No campo, o canto dos pássaros, o cheiro da grama molhada, o cheiro da formiga, e ficar cinco minutos a mais na cama, nunca fez mal a ninguém. Sem dúvida, a chuva é muito melhor do que qualquer político. Em qualquer horário.
Há algum tempo venho tomando cuidado com a minha audição. Fazendo o possível pra descartar porcarias do meu baralho. Há coisas que não tem necessidade de ouvir. Embora as críticas sejam uma faca, grande, de dois gumes. Ou seja, ora são construtivas, outrora não são bem-vindas. E tem certas coisas que ninguém merece ouvir. Principalmente quando o remetente não tem moral. Pois é, cuidado com a sua audição, cuidado com a sua visão, cuidado com o seu paladar. Seja seletivo, não coma lixo.
Postado Por; Gustavo Albano 04 de dezembro de 2008
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Minha vida torta.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
A Obrigação Ou O Prazer,
As luzes do parque central vão detectar a minha loucura, e a minha tristeza de ser um louco questionador.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Teoria das Profissões, ou Panis Et Circenses
O que te faz sentir tão superior aos demais? Não há motivos pra fazer isso. Não quer dizer que só porque pensa ser o diamante nas mãos dos mendigos, faça de você um sujeito tão importante. Na verdade você pode ser o que quiser, pode pensar o que quiser. Mas não cometa tal injustiça com o resto do mundo. Não pise, nos outros. Não tem motivos pra melhorar a sua vida, subindo nas costas das pessoas menos egocentricas. Abra sua mente, não seja só mais um idiota que pensa ser o dono do mundo. Não seja mais um idiota no trânsito, no trabalho, no cotidiano. Na verdade, o que lhe peço é: Não seja um babaca a mais.
Ontem eu assisti ao: Patch Adams - O Amor É Contagioso, achei maravilhoso a forma que ele coloca as pessoas que estão no hospital. E citam a verdadeira função de um médico. De que vale viver mais tempo em uma péssima condição? Sempre me senti mal falando com médicos, eles sempre tão sérios, e mal sabiam o que se passava com você. Hoje em dia existem médicos apenas pra ganhar 6mil reais, em qualquer hospital de merda. Ficar sentando, indicando qual remédio a pessoa tem que tomar e assinando atestados. Não vejo mais com bons olhos essa profissão. Caí sempre naquela teoria, as pessoas estudam cinco anos em uma faculdade, se matam, pagam caro, e depois vivem a sua profissão com a bunda na cadeira. Bizarro!
E da onde vem o adjetivo vagabundo? Vagabundo é aquele que quando tem tempo vago não faz nada. Ou tem todo o tempo vago, que no final dá na mesma. Aliás, não dá em nada. E o artista? Usa o óssio pra criar. Ou usa o seu tempo inteiro pra criar. Que também dá na mesma. Ou seja, o artista é um vagabundo, que cria.
Existe também os vagabundos-filhos-da-puta, ou seja: Os gerentes. Aqui no meu trabalho por exemplo tem vários. E mais do que isso, tem milhares de definições, como: Gerente Comercial, Gerente de Vendas, Gerente Operacional e assim vaí. - Essa categoria é a pior. É a que abusa dos outros, faz de tudo pra sair por cima. E usa o tempo inteiro (sem exageiro), para vagabundear, ou seja, coçar o saco. Bem que eles poderiam diferenciar, e uma hora dessas, coçar o meu saco. - Porque não?
Parabéns!
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
A Depressão do Século XXI
(O Maluf está rindo de você, e não com você.)O Século XXI trazia a economia em alta. As empresas cresciam. Uma parte da sociedade vivia em paz. Tudo caminhava quase bem. Bom, essa economia caiu. E a parte da sociedade que vivia bem, também caiu, diminuiu ao máximo. As elites ficaram literalmente, com o cu na mão. O Bush, taxado de idiota. - E cada vez com mais cara de idiota! O primeiro presidente negro dos Estados Unidos deu zebra. Tomou frente do país em sua pior fase. Em partes eu agradeço os americanos. Conseguiram cair sozinhos, quebraram a cara, a casa e a economia do mundo. Não que eu realmente me importe com a economia do mundo. Aliás, a única coisa que as pessoas, hoje em dia, têm que se preocupar são com os valores. Sim, são os valores que vão realinhar o mundo. E são esses mesmos valores que são completamente esquecidos. Eu me pergunto: - Com tanta coisa pra fazer, como os políticos conseguem arrumar tempo pra roubar? Impressiono-me com essa capacidade deles.
Ecologia, sustentabilidade, Greenpeace. – Uma das poucas coisas boas desse nosso século, pudera, conseguimos destruir o mundo. Se preocupar com o meio ambiente é o mínimo que nós, humanos, podemos fazer. Depois de bombas atrás de bombas, temos que correr atrás do prejuízo. A minha juventude está com a responsabilidade de melhorar o mundo. E mesmo assim conseguem se importar com o Homem Aranha.- A situação é grave, se a minha juventude não arrumar a casa, não haverá mais juventude.
Poucas pessoas perceberam que a ditadura voltou. Dessa vez com outra cara. Colocou a sua mascará de santo, seu terno, sua gravata, e de baixo do braço, a bíblia. Voltou a alienar e destruir as pessoas, principalmente os pobres. – Adoram fazer isso com os pobres. Deixam de investir na educação, pra ficar cada vez mais fácil alienar as pessoas. Qualquer tapado sabe o quanto a religião deixou as pessoas cada vez mais longe da realidade. Já ouviram falar em tempos feudais? Pois é, esse sistema não está tão no passado quanto dizem. Essa é só mais uma verdade que escondem. E alguns ainda insistem em comer merda.
Por incrível que pareça, ainda fazem arte no século XXI. A única diferença é a dificuldade de achá-las. A arte universal não passa mais na televisão, ou no rádio. Ela está escondida, boicotada. A elite não divulga. Ultimamente a elite só conhece o comercial. Só é de seu interesse o que lhe traga dinheiro, e fazendo-a ser cada vez mais rica. Cada vez mais elite. Esqueça aquele seu sonho americano, meu amigo. – Ele só te trará exploração e a vergonha de ser só mais um boneco manipulado. Um boneco da elite. Um boneco de merda.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Um Pouco Menos de Quinze Dias
Já está quase o dobro do ano passado,
Mala nas costas,
Cochilos no avião,
Agora é quase duas da tarde,
E da minha vida você já faz parte,
E acha que tem razão... de sair assim
Sem encostar é a melhor solução,
De se afastar de mim,
Você tem razão de gritar assim,
Então já pode ir,
Eu fico com a vontade de te ver,
Então já pode ir,
Eu fico com saudade de você,
Agora falta um pouco menos de uma vida,
Agora falta um pouco menos de uma solução,
Gustavo Albano, 25 de novembro de 2008
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Gota D’água do Dia (Parte I)
Tinha sido mais um dia difícil de trabalho. Acabou de sair e foi logo para a Relva, esse era o único lugar que no meio da cidade, ele conseguiria ficar em paz. Apesar dos barulhos de trânsito, buzinas, e aquela fumaça, que já fazia parte do seu cotidiano, subia cinza.
Sem enrolar, logo tirou de sua caixinha, aquele seu cigarro fino. Tirou do bolso um isqueiro, girou-o na mão e o ascendeu. Fumava e soltava aquela fumaça, dessa vez não tão cinza. Subia mais leve, mais clara, mais verde. Ao fumar, desabafava e reclamava do mundo. Palavras feias, no meio de fumaças claras... Era assim que se via.
Agora já estava relaxado, fumava em paz o seu cigarro. Não tinha mais com quem se revoltar. Colocou o seu fone de ouvido, ouvia-se Elis Regina ao fundo. – Não tinha como ficar melhor. Não tinha como relaxar mais. – A sua única obrigação no momento, era esquecer de todo o stress, de todos os problemas, do barulho que fazia o trânsito, e dos carros que corriam e buzinavam.A sua frente tinha apenas o verde, e o cheiro de grama pós-chuva. Que lembrava o cheiro das formigas. Tudo era propício, o cenário, a música e tudo que lhe cercava.
(- Rascunho de um roteiro. Continua...)
O Capitalismo Conduzindo O Capitalismo...

- O Capitalismo Conduzindo O Capitalismo...
Maria Menina

Maria Menina
Maria Menina, trazia sua mãe
Um sonho de menina,
No coração de mãe,
No coração de manhã,
Queria mais que um guri,
Queria uma flor-de-sol
Maria Menina nasceu da fé,
Trazendo a luz da sua mãe,
A luz da sua casa,
A crise do mundo bate na minha porta,
Um murro no olho,
O roxo, no meu rosto,
E a vontade... de fugir,
Gustavo Albano, 24 de novembro de 2008
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Carta Para O Inimigo,
Logo quando acordo o primeiro nome que vem na minha cabeça é o seu. Penso a onde você está, e se está bem. Imagino o que você está fazendo, fico parado por alguns segundos, apenas pensando e imaginando. Viajando de olhos fechados, com pensamentos sexuais, e cenas antigas. Fotografias da nossa vida, do nosso cotidiano.
Não adianta chorar mais, não faz mais sentido se martirizar assim. Dessa forma você vai acabar mal, sabe disso, não é? – Sei bem, entendo muito bem, mas às vezes nós deixamos de pensar, talvez por medo. Ou qualquer outro motivo que não vem ao caso. Esses motivos nunca merecem prioridades, nunca estão em primeiro plano.
As pessoas não sabem direito as respostas, quanta gente já morreu por isso? Quanta gente sabe realmente o que é saudade? Não sei se isso é exatamente um sentimento “divino maravilhoso.” Eu sei de tudo que eu quero, mas nem tudo que eu quero é realmente o que eu preciso. Você me entende, sabe do que estou falando. Sabe que não será nem um pouco bom quando você for.
Você já deve ter passado por isso, está cuidando bem da situação. Não sei dizer se sairei tão bem sucedido quanto você. Não sei se sairei ileso, limpo.
Sei que quando eu reler isso, posso até me arrepender, ou me orgulhar. Talvez... Nunca tem como saber dessas coisas.
'O remetente sou eu.
O destinatário sou eu.
O tempo, a dúvida, nos intermedia
Quem sabe em um café, ou em um cigarro.
Talvez esteja o meu fim.'
Gustavo Albano, 21 de novembro de 2008.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Nunca Quis Ser Um Jogador de Futebol!

Nunca Quis Ser Um Jogador de Futebol!
Nunca quis ser um jogador de futebol, talvez porque eu nunca vi graça nisso. Ou porque nunca fui bom. É normal as pessoas odiarem as coisas que não vão bem.
Nunca vi graça no carnaval também, aliás, a graça do carnaval é o feriado. É a festa, beber e pular. Bom, eu não preciso de carnaval pra festejar nada. Aliás, eu nunca precisei de motivos pra festejar. Talvez seja por isso que eu não vá bem na escola, e em outros compromissos (lê-se responsabilidades). Vejo tudo como uma festa, e não acho isso tão errado assim. O único problema, na verdade, é a falta de seriedade em alguns assuntos. Mas eu me garanto, ou no mínimo tento me garantir.
Confesso que tenho a melhor vida. Confesso também que as vezes faço drama, faço charme. Um ato de imbecil, provocar brigas pra depois fazer as passes e festejar novamente. Sim, é completamente idiota, mas as vezes engraçado. Esse lance de provocar intrigas, pra depois reatar. Vi isso em uma peça teatral, de comédia, claro. Jamais alguém levaria isso a sério.
Escrevo como forma de desabafo, ou como forma de protesto contra as leis gramaticais, quase tudo que eu faço é como protesto contra alguma lei, contra alguma regra. Sempre acreditei que as leis e obrigações foram feitas apenas para serem quebradas. E acho isso divertido.
O negocio de odiar futebol, é como ir contra a corrente. É como ir contra a multidão, contra a cultura nacional, (lê-se paixão nacional). E isso, sem dúvida alguma, sempre me agradou. O errado, é lindo, é corajoso.
Embora eu seja assim, todo errado, todo esquisito, embora isso seja ruim as vezes, é uma forma de criar polêmicas.
Canhoto, daltônico, homossexual, fã de Roberto Carlos em pleno século XXI. Não se importar com religião, criticar ao máximo a sociedade, o país que vive, o estado, o estilo de música e arte. Mesmo sendo tão difícil ser diferente do padrão imposto pela sociedade. Mesmo sendo tão difícil não ser o orgulho do papai, não ser japonês, e não gostar de futebol. A beleza ainda existe no esquisito, no estranho, no trash.
Uma coisa eu digo: Mesmo sendo rodeado por grandes lixos urbanos, tantas culturas ridículas (talvez o ridículo seja criticar uma cultura), mas enfim. Mesmo com tantas porcarias, tantas bobagens; Eu vou até o fim.
Gustavo Albano, 18 de novembro de 2008
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
O Meu Patrão

Meu Patrão tem dois carros do ano para andar,
E eu acordo muito cedo para pegar o ônibus
E não me atrasar,
Ando sempre com presa pra chegar ao trabalho,
E ele acorda a hora que quer,
Meu tênis está todo furado,
E ainda dói o meu pé!
Ele ainda diz que o que eu faço é pouco,
- Chega de preguiça, comece a trabalhar,
Mas ele não sabe o quanto eu sou louco,
E quando saiu, vou direto pro bar
A minha cara vai inchar,
Ele ainda diz que eu não faço nada,
E que isso lhe dá vergonha,
Mal ele sabe, que o que eu como no almoço
É sempre um quilo de maconha,
Pra agüentar a inchação de saco,
A minha mente eu tenho que dopar,
Sempre te achei um chato,
E dessa vez eu vou falar,
Não vejo graça nas suas piadas,
Não vejo graça na sua roupa sertaneja,
Eu só estou aqui, pra pagar a minha cerveja,
Gustavo Albano / Vinicius Albano
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Felicidade
Canivete estupidamente afiado, talvez desnecessariamente afiado, hipocritamente afiado, imbecivelmente afiado, burricivelmente afiado. Não precisava estar afiado, não precisava estar ali o canivete, não precisava ele estar ali com aquela sensação. Mas estava, e todas essas condições favoráveis a cometer a maior idiotice de um ser humano, também estavam lá. Em um ato desesperador ergue seu punho agressivamente e com a outra mão no ato talvez mais calmo de sua vida força o aparelho da infelicidade contra a pele que em naturalidade jorra seu sangue transfere aquele que lhe machucou para a outra mão e no mesmo ato com seu rosto imutável jorra-se sangue novamente. Há um alivio em tudo que está à volta, há um ar de aliviado, há um alivio em seus ombros, há um alivio em suas pupilas dilatadas... Esfacela-se na dormência.
A luz abriu seus olhos, está completamente calmo, sem aquelas sensações mencionadas. Sua mulher, sua filha, sua mãe, seu pai, seus irmãos, e uma amiga, todos em volta a olhar o maior idiota, deitado na cama a recuperar-se de sua idiotice. Rosas, o time campeão, o dia bonito, os pássaros que cantarão, a maquilagem misturada com doce perfume de sua mulher, a filha com o boletim da escola, afinal a primeira da sala é algo para se orgulhar, a mãe com as jóias que ele lhe dera, o pai ainda olhando o passaporte da viagem, que ganhará do filho enfermo, os irmãos a comentar sobre próximos shows, baladas, e botecos. Apenas dois sem falar, e um deles na maca está olhando para o lado, a outra de pé, seca-o agressivamente. Eis que todos saem, e a pergunta esperada aparece... Porque tamanha idiotice?
Por Vinicius Albano, 13 de novembro de 2008
terça-feira, 11 de novembro de 2008
A Verdade (Não, você não vai entender.)
Bem na verdade, tudo começou quando ele parou por alguns instantes, olhou para o céu, olhou também para tudo que lhe cercava. Com a boca aberta, analisava tudo, e questionava tudo. – Porque desse mundo tão grande? E porque nós somos tão pequenos?
O que mais lhe impressionava, era o fato de nunca ter reparado na sua casa. Nunca ter tempo pra poder parar, e pensar. Como uma pessoa pode viver sem pensar? Era isso que eu me perguntava quando olhava ao longe, aquele rapaz olhando para o céu e se questionando. Talvez até se martirizando, pelo fato de só agora a ficha cair. Pois é, meu amigo. Você tinha certeza que o mundo era só você, não é mesmo? A verdade dói? Talvez seja pelo fato de você ter medo dela.
Quando eu era criança, eu tinha medo de barata. Achava que doía muito, depois que eu percebi que ela não morde, e nem pica. Perdi o medo. Hoje eu não tenho mais medo de barata.
Você tem medo da vida, tem medo do mundo. Tem medo da verdade, mas quando você perder o medo da verdade, vai descobrir que ela não dói, e que é a melhor solução para tudo. O caminho mais curto. Vai perceber também que o mundo é pequeno, comparado ao homem e a sua capacidade de mover montanhas. De amar, e sentir saudade.
Gustavo Albano, 11 de novembro de 2008.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Saudade de Harley

Saudade de Harley
Já dizia pra mim,
Com a mão no meu cabelo,
Tudo vai passar,
E a saudade vai bater em sua porta,
Entrando sem te perguntar,
Dos nossos olhos de manhãs,
Do sabor das plantas, do quintal e das maçãs
Daquele nosso Planeta,
Que não vai voltar, isso é fato
Mas a saudade virá te abraçar,
Com um aperto no coração,
Um Arnaldo, um fardo, um violão
E a tua voz não vai mais... Falhar
Dos nossos olhos de maçãs,
Do sabor das plantas, do quintal e das manhãs
Independente de tudo,
Amanhã o sol vai retomar,
Como sempre fez na nossa casa
Junto com a saudade de Harley,
Que vai passar, tão logo quando merecer
Que vai passar, tão logo quando amanhecer
Dos nossos olhos de Planetas,
Do sabor das manhãs, do quintal e das maçãs
E se um dia eu esquecer,
A saudade vai retomar,
Os nossos olhos de quintais,
Do sabor das gramas, dos jardins,
E do riso de Harley, que vai brilhar
Gustavo Albano, 10 de novembro de 2008
A Maçã
A maçã, o sabor e o pudor da maçã. Na sua condição de pecado, de desobediência... Bem na verdade, tudo que é errado, sem dúvida tem o seu sabor; O chocolate roubado é mais saboroso. As mil e tantas rosas roubadas do Cazuza, tenho certeza que foi uma declaração bem sucedida. Afinal, houve riscos e a recompensa.
A rebeldia sempre transpirou um desejo maior. O furto. A tarefa difícil, o roubo de certa forma, quando bem sucedido tem o seu sabor próprio, foi um risco que você correu e que foi recompensado. Fez por merecer.
Quem gosta do pecado, do doce, do pudor citado antes. Irá gostar de todos, porque todos os prazeres são iguais.
“Porque quem gosta de maçã
A conclusão bíblica (religiosa), filosófica, racional e experimental que chegamos é que; Adão e Eva fumaram na maçã!
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Primeiro veio a confirmação...
Primeiro veio a confirmação, logo em seguida uma facada no coração. Ouvia-se ao fundo Atrás da Porta (“Quando olhastes bem Nos olhos meus E o teu olhar era de adeus Juro que não acreditei Eu te estranhei me debrucei Sobre o teu corpo E duvidei...”)
Depois, vinham palavras doces, e a tristeza. Uma facada na alma, que descia e rasgava o resto do peito. Ouvia-se agora Gota D’água (“Deixe em paz meu coração Que ele é um pote até aqui de mágoa E qualquer desatenção, faça não Pode ser a gota d’água...)
Um abraço no travesseiro, um aperto no edredom, e uma lágrima que caia. Agora o som que saia de algum lugar escuro, não era apenas o choro de uma criança, ou o soluço de um bêbado sozinho. Ouvia-se Beatriz (“Sim, me leva para sempre, Beatriz Me ensina a não andar com os pés no chão Para sempre é sempre por um triz”)
Já cociente de tudo. Já entendia que não havia mais jeito. Já sabia muito bem o que ia acontecer, e o edredom sentia as dores. E o travesseiro, era obrigado a ouvir tudo aquilo que o rapaz falava. A canção que tocava agora era Eu te Amo, e já não tinha mais nada a se fazer. (“Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios Rompi com o mundo, queimei meus navios, Me diz pra onde é que ainda posso ir / Se nós, nas travessuras das noites eternas Já confundimos tanto as nossas pernas Diz com que pernas eu devo seguir”)
Desiste! Alguém diz.
Alguns a chamam de consciência, outros de Deus. Outros de subconsciente. De certo não sei dizer quem me avisou do futuro. Quem pediu para que eu me calçasse. E me acalmasse.
Também não sei dizer quem me cobriu a noite. Só sei que acordei coberto, restavam alguns vestígios de lágrimas da noite anterior. Não era besteira, por mais que parecesse ser. Eu sabia que meu dia não seria melhor. E sabia também que aquilo tudo que acontecerá, havia sido real e não mudaria tão cedo.
A música para o fim era apenas uma, falava de um casal de crianças. O autor dizia que era um dialogo infantil. Jamais! Ousadia minha, mas não pude concordar com o autor. Aquilo tudo que ele acabará de cantar, havia acontecido comigo, e infelizmente eu não era mais uma criança. João e Maria, cantavam para mim em suas últimas estrofes: (“Agora era fatal Que o faz-de-conta terminasse assim Pra lá deste quintal Era uma noite que não tem mais fim / Pois você sumiu no mundo Sem me avisar E agora eu era um louco a perguntar O que é que a vida vai fazer de mim”)
Quem Disse, Que Se Retire

Bem,
Eu te quero ver bem.
Eu quero te ver,
Eu te quero,
Assim tão bem,
Assim em qualquer lugar,
Assim em qualquer hora,
Em qualquer certeza
De qualquer jeito,
Em qualquer estado,
E afinal, porque da injustiça,
Porque das malicias,
Dos patrões, dos pais e dos irmãos
Quem disse bobagem,
Que se retire, e solte a minha mão
- E agora, vida?
Como você pode me explicar,
O que você tem pra me falar,
Das suas armadilhas,
Das suas flechas,
E do meu escudo,
Que já não se sente mais tão forte
- E agora, vida?
Quem você pensa que é,
Pra dizer o que há de acontecer,
Pra dizer o que será de mim,
- E agora, vida?
O que você quer,
O que você vai querer,
Quem você pensa que é,
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Efeito Retardado, Felicidade, Foda-se.
Ele chegou, estacionou o carro e desceu. O sorriso mal cabia em seu rosto, afinal de contas, ainda estava sedado de felicidade. Uma pessoa que vem de um dos lugares mais pobres, que chega ao ponto de algumas pessoas dizerem que Deus esqueceu daquele lugar. Grande bobagem, lógico, Deus não existe. Acabará de chegar de outro país, podemos até dizer, de outro mundo. Nenhum dos problemas que havia acontecido em sua ausência, tiraria de seu rosto aqueles dentes grandes, e aquele sorriso. Sua face era de orgasmo, ou pode-se dizer que era algo como uma felicidade eterna.
Engraçado, eu me sinto assim às vezes. Claro, em escalas menores, afinal de contas, nunca realizei um sonho tão grande.
O curioso de tudo, é como a felicidade é capaz de aliviar dores. A vida é feita de felicidade, versos tristezas. Tudo em uma balança, o seu estado momentâneo, vária do tamanho da sua felicidade, ou do tamanho da sua tristeza.
Foda-se. Hoje eu não estou bem, estou estressado de mais. Apesar de ter a pílula da felicidade em minha mochila. Uma frase que a pessoa te fala, pode acabar com o seu dia. Um trote que você faz para alguém que você goste muito, te garante um bom-dia.
Foda-se. Como pode qualquer viagem, ou bem material, ou qualquer outra coisa que lhe traga uma felicidade, ou alguém. Deixe-te sedado, completamente sedado, muitas vezes, RETARDADO. Enfim, como pode? As pessoas ficam felizes com qualquer coisa, mesmo que seja mentira. Eu já me iludi com muitas mentiras, e antes de eu saber que era mentira, tive orgasmos. Sim, eu tive.
Foda-se. Ninguém sabe realmente me explicar o que a felicidade tem a ver com a posse.
Como as pessoas podem ficar assim, como eu disse, retardadas. E como você pode dizer que é inteligente, ou pensador, ou até mesmo racional. Em sentir-se feliz, por ter feito, ou ter algo, ou ter alguém. Foda-se, o que será que é realmente importante em tudo isso? O que será que faz você se sentir importante? O que te trás até aqui? O que te faz ler isso? O que eu quero dizer com tudo isso? Pois bem, se queres a resposta, a resposta é única: Foda-se!
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Coll (a)
Todos estão lentos,
E eu corro,
Todos estão parados,
E eu presto atenção,
O tempo passa, e eu me vejo crescendo
Eu não sinto as minhas pernas,
E nós dois, dançamos deitados,
Pilhados
Não encoste em mim,
Vamos ficar por aqui,
- O que vocês estão falando?
Vamos fumar a liberdade!
Vamos acampar semana que vem,
Vamos acelerar a nossa rotina,
Vamos esperar a brisa passar,
Os sentidos, a voz,
A visão, o nariz que não escorre,
A saliva que não seca,
O tato que não sente o toque,
O segredo do universo,
O desejo do inverso,
O segredo do inimigo,
O desejo de amigo,
Chocolate, café, cigarro,
Um pouco de água,
Uma bala, várias luzes,
Tudo que voa é lindo
Tudo que é lindo me faz parar,
E pensar... como é lindo
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Abuso
- Doutor, acredito que eu sou maníaco sexual.
- Como assim, jovem?
- Não sei dizer, as vezes me sinto ninfomaníaco.
O Doutor ri, tentando quebrar o gelo, e diz: - Besteira rapaz, é normal os homens serem viciados em sexo.
O homem ri também, afinal de contas, tinha ido ao médico apenas para se consolar. E ouvir alguma resposta que o agradava e deixava-o mais tranqüilo.
Temos depois se encontra com um amigo em um bar, e começa a conversar sobre as suas paranóias.
Ele já se sentia muito mais a vontade conversando com um amigo, pois sabia que não seria julgado.
- Estava conversando com um especialista esses dias, ele disse que o meu “vício” em ejaculações vem de antigos costumes. Um deles era pelo fato de eu sempre sentir pressa em ejacular. Sempre gostei muito daquela sensação. Na verdade sempre senti um prazer absoluto naquilo que me tira da realidade. Estava conversando com outro especialista esses dias, ele analisa a minha paixão pelo estranho, pelo fato de minha realidade não ser tão boa. Talvez tudo isso explica os meus outros vícios. Você sabe bem do que eu estou falando!
(Com uma risada de lado, seu amigo responde: ) Sei muito bem, entendo perfeitamente essa sensação de sentir-se livre por alguns instantes. Os especialistas que você conversou, chegaram em alguma conclusão? Sabe me dizer qual foi à causa que agravaram todos esses seus comportamentos?
- Falaram sim. Eles entenderam perfeitamente, e analisaram da melhor forma.
Pelo fato de eu estar sempre bêbado ou entorpecido de alguma substancia, sempre transei em becos, vielas, parques e até mesmo no banheiro desse bar. Confesso que não sou muito de me cuidar. Pra ser bem sincero eu sempre brocho quando tentam colocar camisinha em mim. Sinto-me preso. Sempre gostei do seco, do pele à pele. Gosto de me sentir livre.
O meu gosto de sentir-se livre, vem dos entorpecentes, do psicodélico, do ilusório e claro, do sexo.
Sempre tive presa para sentir logo o barato, e isso não é apenas com drogas. Sempre que me masturbava, me masturbava com pressa de me sentir melhor. Foi assim que comecei com a minha ejaculação precoce. Às vezes, tinha que gozar logo, pois estava na rua, nos becos. E skinheads, nem policiais gostam muito desses atos. Muito menos os outros junkies, que estavam apenas queimando fumo nas vielas. Ou procurando algum bar aberto.
Não sei explicar como gosto tanto de sair da minha realidade, independe de qual será a outra sensação, independente de tudo isso. O meu desejo, é sair da realidade. Ou deixar o absurdo ser a minha realidade o tempo inteiro.
- Te entendo perfeitamente, e te juro. Não sei explicar porque isso tudo é tão bom.
Por; Gustavo Albano de Sousa
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Dia Comum
domingo, 8 de junho de 2008
Dá-lhe Mundinho
Quero lágrimas ao meio-dia, e quero festas que duram noites inteiras.
Grande parte da vida é tragédia, é tristesa, e ainda podemos dizer que somos felizes, por nossos poucos momentos de prazeres, prazeres eternos nas memórias eternas. Você ouve noticias ruins o tempo inteiro, mas a coisa certa, com a pessoa certa, faz você esquecer de tudo.
Bilhões de pessoas no mundo, mas as vezes, você só precisa de uma, que lhe de o prazer (não apenas carnal), mas a compania em si, faz valer tudo. Faz até você dizer de boca cheia, que é feliz, e que será assim pra sempre.
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Eu Me Apaixono
Mas não sei dizer o motivo: me apaixono porque é impossivel? ou me apaixono porque é linda?
Enfim, não sei explicar...só me apaixono.
terça-feira, 27 de maio de 2008
No Meu Jardim
A sua voz, as suas mãos
Parece que não vai ter fim,
E os seus braços, correm os meus traços
Eu sinto que te quero, a qualquer hora,
Eu te espero, Eu te espero....
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Cazuza Por Ele Mesmo (Cazuza - 1990)

A minha música faz parte de uma história que começou quando o meu avô, dono de um engenho em Pernambuco, resolveu morar em cima do areal do Leblon (Rio de Janeiro), como terceiro morador da região. Ali nasceu meu pai, João Araújo, que se casou com uma moça linda, Lucinha, que cantava como um passarinho. Uma mulher que se tornou importante no cenário musical e que teve, numa das primeiras novelas da televisão, sua gravação da música "Peito vazio" (de Cartola) incluída na trilha sonora. Gostava de vê-la cantando e penso que isso influiu muito no meu futuro. Meu pai também pesou muito. Ele sempre transou disco e, quando eu era menino, tinha a casa cheia de artistas. Eram cantores que chegavam e saíam o tempo todo. Conheci Elis Regina, os Novos Baianos, Jair Rodrigues, que gostava de brincar de me jogar para o alto, e outros cantores. Na nossa casa, se respirava música o tempo todo. Naquele tempo, queria ser um grande arquiteto e só me interessava em ficar fazendo mapinhas da cidade, traçando ruas e desenhando edifícios. Essa mania acabou quando resolvi fazer vestibular e percebi que não dava pra matemática. Como fazia mapas, fazia poesia às escondidas de meus pais, porque era um romântico, um cara cheio de dores-de-cotovelo. Ser filho único, por um lado, é bom; por outro, não. Meu pai e minha mãe, por força da vida profissional, tinham de frequentar a vida boêmia - o que acabei herdando deles também - e me deixavam sempre com a minha avó materna. Ela era uma mulher fantástica, muito louca, aberta e deixou um grande buraco na minha vida quando morreu. Fiquei sozinho, sem um irmão para dividir comigo as alegrias e mágoas. Não tive coragem de me abrir com os meus pais sobre minha vocação poética, porque pensava que iam dar o contra. Então, com minha avó, discutia versos, rimas. Ela foi a pessoa que mais influiu na minha infância e adolescência. Meu pai e minha mãe não eram repressores. Já aos 13 anos, tinha a chave de casa e o carro de meu pai para dirigir. Conheci o sexo tarde, aos 15 anos. Meus amigos todos há muito já transavam mulheres e eu ficava apenas preocupado com o lado romântico da coisa. Por isso, nunca procurei prostitutas como meus amigos e só conseguia um relacionamento se a parceira era minha namorada. A primeira foi uma moça mais velha e me deu grandes lições de sexo. De cara, tirei diploma. Aí, saí dali e contei tudo ao meu pai. Já pensei em me unir a alguma mulher, porque me sinto muito solitário. Mas não consigo encontrar alguém que me entenda e, a essa altura, já não sei dividir mais nada, muito menos apartamento. Já não tenho saco pra ser cobrado de nada e dificilmente as mulheres entendem que gosto de ficar sózinho com meus versos, escutando música ou simplesmente em silêncio. Já cheguei a viver com uma e não deu certo. Sempre fui um cara certinho, sem as rebeldias dos jovens atuais. Claro que algumas vezes dava minhas fugidinhas de casa, mas sempre voltava como um bom menino. Aos 17 anos, comecei a descobrir que minhas poesias podiam ser letras de músicas, mas só assumi isso aos 23 anos, quando entrei no Barão Vermelho. Antes disso, procurei conhecer tudo sobre teatro, pois sabia que era um bom veículo pra me tornar cantor. Fui falar com o Perfeito Fortuna, do Circo Voador, para entrar no seu curso de teatro. Comecei, então, a ensaiar a peça do curso, "Pára-quedas do coração". Cheguei a me empolgar no dia da estréia, quando o Léo Jaime, que também estava na peça, me falou que conhecia um grupo musical que estava se formando e procurando um vocalista. Era um tal de Barão Vermelho. Fui, no dia seguinte, ao encontro deles e minha história começou. Dei de cara com quatro garotos fazendo um som que era um esporro: Roberto Frejat (guitarra), Maurício Barros (teclados), Dé (baixo) e Guto Goffi (bateria). O Dé tinha 16 anos e os mais velhos eram o Frejat e o Guto, que tinham 18. Eles não sabiam que eu era filho do presidente da Som Livre. Eram apenas um bando de garotos que não se tocavam para quem fosse o filho desse ou daquele pai importante. Queriam apenas fazer som, sucesso e despertar a atenção do público. Começamos em showzinhos por aí, em noitadas underground. Quase um ano depois de termos feitos muitos shows, o Ezequiel Neves se dignou a escutar uma fita do Barão. Ele fez o maior escândalo e, como era produtor da Som Livre, foi convencer o Guto Graça Mello, diretor artístico da empresa, a gravar o nosso disco. Ele também topou, dizendo que havia ficado impressionado com a agressividade do grupo. Era pegar ou lagar, porque sentiu que poderíamos ir para outra gravadora. Meu pai não aceitou a idéia facilmente, mesmo diante dos argumentos do Zeca e do Guto. Foi todo o tempo contra. Acreditava que a crítica iria me crucificar e a coisa ficaria parecendo um lance de puxa-saquismo, de proteção ao filhinho do patrão. Mas gravamos nosso primeiro disco em 48 horas de estúdio, uma coisa completamente garagem. E, ainda por cima, o som do estúdio acentuava um defeito meu, o de ter a língua presa. Eu ciciava escandalosamente. Lógico que as rádios não tocaram, pois fugia totalmente ao padrão radiofônico. Mas aconteceu que o Caetano Veloso estreou no Canecão o show "Uns", incluindo no repertório "Todo amor que houver nessa vida", música de Frejat com letra minha. Logo depois, estouramos "Pro dia nascer feliz", do nosso segundo disco, e, em seguida, veio "Bete Balanço", tema do filme de Lael Rodrigues. Nosso terceiro LP, "Maior abandonado", nos deu um disco de ouro. Aí, a batalha estava ganha. Os atritos com o Barão começarão por ocasião do Rock in Rio. Era bem ciumeira de garotos instigada pela imprensa, que sempre me colocava à frente deles em entrevistas, ou mesmo pelo público, que sempre gritava meu nome nos shows. Me bateu aquele negócio de filho único que não divide nada com ninguém, que sempre tem de fazer o gol porque a bola é dele. E também no rock’n’roll não pode haver dor. E estava pintando dor. Eu queria fazer coisas, eles discordavam. Estávamos prestes a entrar em estúdio para gravar o quarto LP quando resolvi cair fora. Foi ótimo para os dois lados. A dor acabou, continuei superamigo deles, minha parceria com o Frejat ficou melhor ainda e "it’s only rock’n’roll and we like it"! Meus pais foram muito compreensivos quando comecei a dizer em entrevistas que era bissexual. Só achavam que eu estava exagerando, me expondo, mas esse é o papel deles. Se há alguma coisa errada, é comigo. Procuro as respostas através da vida. Quando ficar velhinho e morrer, ninguém vai mais lembrar deste meu lado. Só a música vai ficar. É só isso que o público vai levar do Cazuza. Pra compor, não planejo absolutamente nada. Acho que sou a pessoa mais desorganizada que você pode imaginar. Tudo me acontece de supetão, porque nunca sei como a coisa vai sair. Agora, quando a inspiração vem, sou caxias mesmo, muito sistemático. Quando sento à mesinha para trabalhar, faço mesmo. Se a idéia não pinta, puxo por ela até acontecer. Só sou disciplinado para trabalhar. Pode ser até as quatros horas da manhã. Mas se começo uma letra, ela tem que sair. Depois fico semanas melhorando as imagens, as rimas. Desde o primeiro disco com o Barão, o Zeca me chama a atenção para o meu lado transgressivo. Em minhas letras sempre me desnudei. Ele dizia:"Vá com calma, estamos em 82, a barra está heavy. Diga tudo que passar pela tua cabeça, mas quer você queira, ou não queira, vou mandar para a censura letras diferentes, bem inofensivas. Eles liberam, depois você canta e grava o que quiser cantar." Quase sempre deu certo. Isto porque, no caso de "Só as mães são felizes", eu bobeei e mandei a letra certa. Vetaram, é lógico. Não entenderam que era uma coisa moralista, pós-Nelson Rodrigues. Usei imagens fortes para falar de meu preconceito com o fato de não permitir a nenhuma mãe do mundo encarar as barras que eu encarava. Era como se eu dissesse que as mães são para serem colocadas num altar, para serem veneradas. Mas o mais engraçado aconteceu quando mandamos a letra de "Exagerado" para o Leoni musicar. Eram trinta e tantos versos. Ele teria que ‘enxugar’ um pouco. Só que ‘enxugou’ demais. O título poderia ser "Tímido", pois ele cortou achados ótimos. Basta dizer que não havia mais os versos: "Por você eu largo tudo / Carreira, dinheiro, canudo. " Mas a música era ótima e só tivemos que colocar os versos cortados novamente. Foi o que fizemos e a música acabou se transformando em meu cartão de visita. Minhas influências literárias são completamente loucas. Nunca tive método de ler isso ou aquilo. Lia tudo de uma vez misturando Kerouac com Nelson Rodrigues, William Blake com Augusto dos Anjos, Ginsberg com Cassandra Rios, Rimbaud com Fernando Pessoa. Adorava seguir Carlos Drummond de Andrade em seus passeios por Copacabana. Me sentia importante acompanhando os passos daquele Poeta Maior pelas ruas à tarde. Mas meu livro de cabeceira foi sempre "A descoberta do mundo", de Clarice Lispector. Adoro acordar e abri-lo em qualquer página. Para mim, sempre funciona mais que o I Ching. As minhas letras têm muito desses ‘bruxos’ todos. Não tenho a voz aprimorada, nunca estudei canto e tenho a língua presa. Mas cantar rock não é fácil, não. Não estou desmerecendo o que cantei até hoje; é que sempre foi muito fácil, para mim, cantar rock. Não sou um grande cantor, nem tenho uma extensão de voz grande. Por isso, canto muito no berro. Há também a possibilidade de você recitar a letra, como Lou Reed e Marianne Faithfull fazem. Tem todo aquele sonzão atrás e você entra mais ou menos gritando a emoção. Isso não acontece com as músicas mais lentas, que tenham mais nuances na melodia. Cantá-las é muito difícil. Embora sempre faça questão de dizer que não sou cantor, e sim intérprete, confesso que tenho a preocupação de apurar a voz ao máximo. A bossa nova "Faz parte do meu show" canto com a voz de criança que jamais imaginei fazer, uma coisa bonita que passou por muitos ídolos do meu passado. Passou pelo João Gilberto, pelo Chet Baker. Eu gosto de tudo, do berro da Janis Joplin e da Bessie Smith. Adoro a Dalva de Oliveira e a Elvira Rios. Acho isso saudável para um artista. Em matéria de música, não sou nada radical. Mas foi com o rock que encontrei a minha tribo. De repente, fumei um baseado, saí na rua e vi uma porção de gente igual a mim. Soltei pipa e joguei frescobol ao som do rock. Era a liberdade, da mesma forma que o jazz foi pra geração dos 40. Eu não pirei com os Beatles, não dava muita importância, via como uma coisa meio histérica. Mas adorava também. Cantava "Help!" numa língua que inventei… Só quando pintou Caetano com "Alegria alegria" é que achei aquilo moderno. Gal cantando "a cultura, a civilização, elas que se danem…" Macalé e a ‘morbideza romântica’ de Wally Salomão. Rock eu conheci mesmo através do Caetano e da Tropicália, Os Mutantes, Rita Lee, Novos Baianos. Com 13 anos, eu estava lá no pier de Ipanema; ficava de tiete, de longe, tentava apresentar uns baseados pra eles, mas ninguém pedia. O Roberto Carlos também é uma pessoa importantíssima para mim, porque faz parte da minha infância. Eu cresci amando a Jovem Guarda. Tinha tudo com a marca Calhambeque: roupa, merendeira, sapato. E um dos momentos mais emocionantes da minha vida foi quando, aos dez anos, meu pai me levou ao estúdio da Som Livre, onde o Roberto Carlos estava gravando. Ele me convidou para ir tomar um refrigerante numa padaria ali perto. Eu queria andar devagarinho para que as pessoas vissem que estava ali uma criança orgulhosa por estar ao lado dele. Outro dia, ele precisava do estúdio onde eu estava gravando, me ligou e disse: "Oi, meu Barão…" Eu respondi que não era mais do Barão, mas ele disse que vou ser sempre. E ele está certo. Eu vou ser sempre um Barão Vermelho. Ele é o Rei e me elegeu seu Barão. O lance estrangeiro veio pelos Rolling Stones, mas quando a Janis Joplin morreu eu nem sabia quem era ela… Só fui saber dois anos depois, em 1972, quando fui expulso do Santo Inácio, que é um colégio de padres, e fui para o Anglo-Americano, mais liberal, onde a gente ouvia Rolling Stones no recreio. Mas então um amigo me mostrou a Janis, que eu conhecia da televisão, entre uma novela da Janete Clair e outra. Tava assim:"Jimi Hendrix e Janis Joplin mortos por drogas." Para mim, aquilo era uma coisa horrorosa. Mas quando ouvi aquela mulher descobri que ela era genial. Aí eu entendi o que era o blues, e através da Janis descobri a Billie Holiday e mesmo a Dalva de Oliveira. Tudo aquilo que eu já curtia, mas que achava cafona. Aliás, sou cafona e assumo. Gosto de palavras como ingratidão. Sou meio Augusto dos Anjos:"Escarra na boca que te beija." O que passo para as pessoas é muito mais do meu trabalho do que das coisas que faço fora dele. É claro que existe todo um folclore em torno do meu nome. Tudo quanto é matéria relacionada a bar, por exemplo, tem que ter o meu nome, por que sou realmente um frequentador da noite. Mas o que fica mesmo pras pessoas que consomem meu trabalho é a mensagem romântica que está no que escrevo. O meu trabalho tem muito essa coisa de cutucar a dor de amor. É o lado meio dark do amor que as pessoas curtem em mim. Acho até que, atualmente, poucos compositores falam desse tema. Antigamente, tinha aos montes: Dolores Duran, Lupiscínio Rodrigues, Noel Rosa, Cartola, Maysa e tantos outros. Depois disso, pintou uma fase em que era cafona e antiquado falar do sofrimento. Não estou sendo pretensioso, não, mas vários estudiosos da música popular já me disseram que eu trouxe essa coisa da dor-de-cotovelo de volta. É claro que isso aconteceu com a moldura mais epidérmica do rock. Todo brasileiro, todo latino-americano, é pego um pouquinho pelo pé nisso de mexer na ferida do amor. E sempre gosta de temas relacionados a uma paixão que não deu certo. Esse é o lado diferente e talvez polêmico do meu trabalho. Enfrentar o palco para mim é tudo. Aflora um lado sensual meio incontrolável. Às vezes, entro de pau duro, a coisa pinta até antes de subir ao palco… Outras vezes, entro morrendo de medo, mas cantando solta a tensão. Sem brincadeira, é lance sexual mesmo. Fora do palco, sou tímido, um menininho, me sinto profundamente desajeitado. Mas, no palco, sou um Super-Homem, de pôr a capa e sair voando. Sinto o sexo aflorando, olho pras pessoas e sinto que tem uma coisa também que volta em resposta. Porque estou mostrando uma coisa bonita que eu compus: não sou humilde, gosto mesmo do que faço. É muito o lance do prazer, eu e a platéia transando pra caralho. Tem gente que se irrita, porque eu canto que todo mundo vai pegar sua pasta e ir pro trabalho de terno, enquanto vou dormir depois de uma noite de trepadas incríveis. Mas o dia-a-dia não é poético, todo mundo dando duro e a cada minuto alguém sendo assaltado ou atropelado. Então, vamos transformar esse tédio todo numa coisa maior. Li uma vez que você vive não sei quantas mil horas e pode resumir tudo de bom em apenas cinco minutos. O resto é apenas o dia-a-dia. Um olhar, uma lágrima que cai, um abraço… Isso é muito pouco na vida. Então, isso vale mais que tudo para mim. Prefiro não acreditar no Day after, no fim do mundo, no apocalipse. Um dia, ainda vou andar na nave espacial Columbus. Bêbado, lógico, mas vou andar! Por enquanto, o que me dá maior prazer além da música é o beijo na boca. Aquele lance do beijo que é o "fósforo aceso na palha seca do amor". O beijo começa tudo; é da boca que vem a relação… a primeira vez que se entra numa pessoa. Pra mim, é essencial. Sou capaz de ficar de pau duro se beijar alguém. Eu fico feliz quando penso que o homem difere dos bichos e das plantas porque pode amar sem reproduzir - embora o Papa não goste disso. O homem transa por prazer. Então, pode ser homem com homem, mulher com mulher, com diafragama, com pílula, com o que for… Homossexualismo é assim uma coisa normal. E o hetero, e o bissexualismo. O homem pode amar independente do sexo, porque ele não é bicho, não é planta. Se o cara não quer, não sente atração, tudo bem. Mas não tem esse negócio de regra geral quando se fala de amor. Quando pinta tesão, estou com Tim Maia e Sandra de Sá: "vale tudo", mesmo! Sou eclético, mas acho que quem não é eclético também faz muito bem. Se o cara é roqueiro de alma, como meu irmão e parceiro fiel Roberto Frejat, como o Dé e o Guto Goffi, devotos do rock, é superbacana. O rock’n’roll é como uma trepada, muito ligado ao sexo e à droga. Em relação à droga, por exemplo, a posição da lei é ridícula. Nunca se bebeu tanto nos Estados Unidos quanto no tempo da lei seca. Proibir interessa a quem? Pra máfia da Bolívia, da Colômbia, do Brasil. Porque é o próprio governo, da Bolívia que lucra com isso. Por isso, marginalizam… No tempo de Freud, a cocaína era vendida em farmácia. Maconha, os índios fumaram a vida inteira. Então, interessa ao poder marginalizar, porque outros tipos de drogas são vendidos em qualquer farmácia. Maior de 21 anos, com receita médica, poderia comprar… E é isso que eu acho: droga tem que ser vendida em farmácia. Eu luto contra um sentimento de culpa cristão que tenho. Estudei num colégio de padres quase dez anos. Então, a minha vida em si é uma luta para vencer isso. É difícil falar no assunto, porque é uma coisa muito particular, de formação mesmo. Eu já venci muitas barreiras, mas a gente sempre tem outras a derrubar. Por um tempo, fiz análise para descobrir as novas barreiras que tenho. Fiz cinco meses, mas deixei, me dei alta porque resolvi o que queria naquele momento. Você vai ao médico porque está doente; depois você fica bom e não precisa mais ficar indo. Caso adoeça de novo, você volta. Minha cabeça ficou boa. Então, eu vou à praia em vez de ir à análise. Tenho esperança de que vou ser muito feliz, mais do que sou. A minha ideologia é a da mudança. Nada de partido político. É a coisa de mudar o Brasil, em qualquer dimensão. Eu não tenho partido, sério. Mas estou com as pessoas que podem mudar alguma coisa, dou a maior força. Sou socialista por vocação, por natureza, por amor mesmo. Porque acho que o socialismo está no meio, está entre o comunismo ditatorial e o capitalismo selvagem, num ponto onde a iniciativa privada pode dar alguma coisa também. Quando fiz "Ideologia", nem sabia o que isso queria dizer, fui ver no dicionário. Lá estava escrito que indica correntes de pensamentos iguais e tal… A música, por sua vez, é muito pessimista, porque, na verdade, é a história da minha geração, a de 30 anos, que viveu o vazio todo. É meio amarga porque a gente achava que ia mudar o mundo mesmo e o Brasil está igual; bateu uma enorme frustação. Nos conceitos sobre sexo, comportamento, virou alguma coisa, mas deixamos muito pelo caminho. A gente batalhou tanto e agora? Onde chegamos? Nossa geração ficou em que pé? Antes de mais nada, mudou o patriotismo. Pra mim, o patriotismo não é essa coisa símbolos, como a bandeira. Mexe muito mais com o sentimento. Quando me enrolei na bandeira, no Rock in Rio, eu estava acreditando. A coisa de cuspir na bandeira, três anos depois, foi contra aquele ato teatral do espectador. Eu estava cuspindo no símbolo, na bandeira que simboliza mesmo é a família Orleans e Bragança. Acho que não é hora de teatro com bandeira. O momento é de criticar, de virar a mesa, de sair da merda. Antes eu me enrolei foi aquele clima de Tancredo Neves. Eu estava, como todo povo, inebriado por um sentimento de mudança, de esperança. A coisa do vai-pra-frente, algo lindo, um movimento sincero que se esvaziou por erro dos políticos. No Rock in Rio, cantei por dez minutos com a bandeira, sonhei, acreditei. Quando eu era adolescente, também acreditava. A gente não tinha descoberto a vaselina, o conchavo. Entrava com garra mesmo. Nem sei mais se essa garra existe hoje com os novos adolescentes. De qualquer maneira, a Igreja e a direita estão com a faca e o queijo na mão. Já nem acho que tenha sido a CIA que botou o vírus da AIDS no mundo. Eles simplesmente usaram a doença. Botam na tevê que a AIDS mata para as pessoas ficarem horrorizadas com aquilo. É tudo um complô mesmo. Tanto que, na Europa, a coisa é tratada diferente, sem esse moralismo medieval. Mas aqui eles usam a coisa legal mesmo. Usaram, mas não conseguiram. Eu vejo as pessoas se amando muito, está todo mundo ótimo, com camisinha ou sem camisinha. Eles não venceram, não. E isso é luz. No disco que vou lançar, as músicas são assim, muito felizes, muito pra cima, cheias de luzes. Mas os problemas do Brasil parecem ser os mesmos desde o descobrimento. A renda concentrada, a maioria da população sem acesso a nada. A classe média paga o ônus de morar num país miserável. Coisas que, parece, vão continuar sempre. Nós teríamos saída, pois nossa estrutura industrial até permitiria isso. O problema do Brasil é a classe dominante, mais nada. Os políticos são desonestos. A mentalidade do brasileiro é muito individualista: adora levar vantagem em tudo. Educação é a única coisa que poderia mudar este quadro. Brasileiro é grosso e mal-educado, porque não pensa na comunidade, joga lixo na rua, cospe, não está nem aí. Este espírito comunitário viria com a cultura. Acho que o socialismo talvez possa trazer este acesso maior à cultura de massa. Fazer como o Mao Tsé-tung fez com a China. Educar todo mundo à força. Temos que estudar, ler, ter acessos a livros. O inferno é aqui. A cabeça da gente é um inferno. E essa coisa de "o inferno são os outros" não sei não… Pra mim, que dependo muito de amigos, de carinho dos outros, não vejo a vida contra alguém. Posso até ser meio ingênuo. Essa visão de inferno e céu: eu não vejo o inferno como uma coisa ruim e o céu como bom. O céu pode ser uma chatice e o inferno uma coisa divertida. Aliás, as imagens que temos do inferno são sempre aquelas onde localizamos o demônio, as pessoas transando, se comendo. O inferno é um baile de carnaval no Monte Líbano. Finalmente, eu consegui definir qual é o meu papel nesse mundão. É passar pras pessoas a minha energia. É aprender e, em cada trabalho meu e em cada disco, poder passar as minhas conquistas. Eu conquistei a vida de um ano pra cá e quero passar isso pras pessoas. Isso é uma coisa meio cristã. Sabe, você repassa aquele amor que armazenou e as pessoas adoram. Às vezes, fico triste, mas não consigo me sentir infeliz. Acho que o tédio é o sentimento mais moderno que existe, que define o nosso tempo. Tento fugir disso, pois tenho uma certa tendência ao tédio. Mas, felizmente, eu sou animadérrimo! Sou muito animado pra sentir tédio. Sou animado à beça, qualquer coisa me anima. Se você me convida pra ir à Barra da Tijuca, eu já digo logo: Vaaaamos!!! Qualquer besteira me anima. Tudo que já passei na minha vida não conseguiu tirar essa animação. Eu me sinto sempre ganhando presentes. Se faço uma entrevista e leio depois no jornal, acho tudo o máximo, o texto, a foto… Estou sempre ganhando brinquedos. Minha vida é muito assim: sempre morrendo de rir, nunca com tédio. E quer saber de uma coisa? O que salva a gente é a futilidade.
Compilação feita por Ezequiel Neves e recolhida em entrevista às revistas ISTO É, PLAYBOY, AMIGA e INTERVIEW, no período de 1983 a 1989
quarta-feira, 19 de março de 2008
Viscosa e Vermelha
Sempre tive certeza de que as pessoas só vivem realmente quando amam alguém. E eu estou sobrevivendo sem nenhuma ideologia, sem nenhum objetivo. Como se tudo que eu fizesse fosse em função de algo. Sou a pessoa que mais faz o que dá na ‘telha’, e sinto que vivo pela metade. Sinto, infelizmente, que não faço a mínima diferença.
Fazer afirmações de que sou bom todo dia não está me adiantando muito, viver na mais pura e horrenda promiscuidade não está mais fazendo o meu estilo. Pisando em pessoas que realmente não tem nenhuma virgula de coisas interessantes.
Fazendo declarações convictas de retorno, e quando bem sucedidas, me enchem o saco.
Eu devo me dopar de todo o silêncio e barulho desse inferno. Devo me masturbar com toda a depressão e dor de cabeça, preciso crucialmente destruir o universo que cujos mortais amam. Preciso de uma bomba atômica descendo pela garganta, arranhando a minha pele interna, viscosa e vermelha.
terça-feira, 18 de março de 2008
Lucky Strike
quinta-feira, 6 de março de 2008

Foto por; Victor
Flickr de tal; http://www.flickr.com/photos/victor_flickr/
sábado, 1 de março de 2008
Curto e Grosso.
- Perdi, ontem foi o pior e ultimo dia da minha vida.
- Vai sair do trabalho?
- Não terei mais dias ruins.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
A Saia
A saia, a curiosidade de ver outras partes, a possibilidade de ver as pernas.
A saia representa muitas coisas, por exemplo, a sensibilidade da mulher.
Uma festa a fantasia onde todos se vestem de personagens diversos, acham que são capazes de esconder algo de si. – Tentam demonstrar o seu outro lado, que do mesmo jeito continua sendo algo seu, ou seja, continua sendo você.
Nas festas as pessoas realmente mostram ser quem realmente são, na forma de dançar, sorrir, gritar.Em meio às confusões, nunca deixam de ser elas mesmas.Alguns com o excesso das bebidas, outros com excesso das felicidades.
Por um momento eu descobri que tive realmente tudo, graças a uma deixa, uma passeata.Um rosto bonito.Conversas na madrugada, no trabalho, sobre a vida de cada um.
Encontros interessantes, tipo estudantes americanos.Em meio de bailes, festas, saias, declarações, paixões.
Tive diversas oportunidades, agarrei algumas.Mas no fundo descobri que perdi muito, e mais a fundo ainda...Descobri que fiz o certo.
Uma saia, uma boina, uma festa, um livro de uma garota que roubava livros, alguns sonhos, algumas fotos, e muita saudade.
Gustavo Albano
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Sonho de uma noite de verão
Uma praia, sem bóias, um desafio. Uma onda. Lembrará-me aqueles grandes prédios do centro da cidade, verdadeiros arranha-céus, mal podia ver o final daquela onda. Quantidade lastimável de águas. Um sonho. Um pulo, uma vida por um fio, um salto dentro de mim. Senti que não respirava, água por todos os lados. Um grito ao pé da areia, um soluço ao pé do ouvido. Braçadas, olhos fechados, pedindo pra Deus um dia a mais. – Culpa, juventude e arrependimento.
Horas depois, olhos abertos, suor pelos poros. Coberta no chão, coração na mão, por não estar por perto.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Primavera de Pedra
Passarei por dentro.
Tudo que se passa,
Passa por mim.
O que eu quero,
Em ti sigo o meu pensar,
Sobre pensar de mais,
Em mim o teu pulsar,
Assim somos-nos neste mês de fevereiro.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
...mil vezes...
Acabo de vir do 'escorinho do cinema' , assisti ao filme 'O Caçador de Pipas'.Filme onde conta a estória de um homem vivendo em um país completamente dividido por crenças e ideologias. O filme revela a vida real de qualquer pessoa.Com os seus traumas, transtornos e consiências. - É triste ser humano, e ao mesmo tempo, é a melhor coisa do mundo.
Todos nós amamos no minímo três coisas em nossas vidas. - Nem que você se ame mais de uma vez. - Independente do ateismo, fanatismo, ou qualquer filosofia de vida. Você tem fé em algo. - Nem que seja a si mesmo.Talvez Deus seja isso, a fé que cada um sente por qualquer coisa ou alguem.
Sinto que a vida é um ônibus 'capengado' a mil por hora.Você não tem tempo de ver, ouvir, ler ou acreditar em tudo que se passa. - Mas você é capaz de escolher o que você quer para sua vida.E é um dever seu faze-lo. - Isso me lembra uma música de Almir Sater e Renato Teixeira:"Cada um de nós compõe a sua história/Cada ser em si carrega o dom de ser capaz/De ser feliz"
"Se formos dormir, seremos Seus sonolentos queridos.E se viermos a despertar, estaremos em Suas mãos.Se viermos a chorar, seremos Sua nuvem cheia de lágrimas.E se viermos a rir, seremos Sua luz naquele instante.Se viermos para a raiva e a batalha, será a reflexão da Sua ira.E se viermos para a paz e o perdão, será o reflexo do Seu amor.Quem somos nós neste mundo complicado?"
- Jalaluddin Rumi.

- Por você, faria isso mil vezes...
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Segunda-feira de Carnaval
Eu,um junker consciente de sua auto-destruição, sem fumar apenas um cigarro a uns três dias. - A bronquite realmente fode.
Misturando aquele gosto de café, no ponto.Com o contraste daquele cigarro de cereja.Hunff - Nunca odiei tanto cereja! - Aquele cigarro fino, de patricinha.Você mal sente a fumaça descer.Caro.Mas nessas horas, necessário.
Mesmo fumando um cigarro de senhora (lê-se manicure).Minha cara de 'satisfaction' - Talvez o junker mais bem transado de todo o mundo.
Tosse rasgada, de um cachorro abandonado, com cara de orgasmo.
Meu Deus, nunca soube que me fascinaria tanto por luxos que vendem em maços ou box, algo tão necessário.Se eu escolhi assim, então que seja.E mesmo tossindo, eu grito: Cadê o meu cigarro? Cof...cof...cof...
- Lucky Strike Cigarette;
Perca os seus vícios, perca a sua essência, perca suas origens. Se perca!
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Eu quero muito mais
Afinal de contas,
mudar o mundo é coisa de vagabundo.
3º Lei de Newton.
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
SÉCULO XXI ( PROJETO )
Você recebe uma carta de uma pessoa que mal conhece,que mal sabe o nome.Só viu apenas uma vez.O seu apartamento tão sozinho como São Paulo,um estado inteiro dentro de uma sala.Se enche de cores e coisas bonitas.Mensagens e poesias...
Ninguem nunca entende essas coisas,esses vicios.Esses sonhos de tudo mudar em tão pouco tempo.Sua casa já está cheia de cartas,seu jeito já mudou,você agora tem novas manias.Uma troca de defeitos e pertences.
(...) - Não posso lhe dizer tão especificadamente,não sei bem o que é amar.Talvez seja só um momento novo na sua vida.Nunca recebi cartas de amor,não tão sinceras e de lugares tão puros.A unica coisa que posso lhe dizer é parabéns,e curta bem essa sua nova fase. (...)
Ninguem pode mudar o mundo com rifles e bombas de gás,o fogo não é a solução para nada.Se as armas fossem naturais e suas espadas fossem flores.Não teriamos tantas mortes por besteiras,não teriamos medo de sair de casa.E mais do que isso,teriamos o John Lennon.
terça-feira, 20 de novembro de 2007
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Tropa de Elite de cada dia

terça-feira, 6 de novembro de 2007
Ontem eu fui o homem mais feliz do mundo.
Incrivel,quando não se tem o alcool para lhe acalmar, e você vira uma chicará de café como se fosse um velho barreiro descendo garganta abaixo.A sua forma de fada mimada lhe faz ser quase impermeavel pelas pessoas ao seu redor,que no fundo mal lhe conhecem.Como no filme,você Forrest Gump com dificuldades de entrar na escola,e sua mãe transando com o diretor,para te polpar da dor.
Incrivel,há algum tempo atrás eu poderia jurar que nada fazia sentido,que não via a Deus não via motivos."Mas ontem,eu recebi um telegrama/Era você de Ribeirão ou do Alabama".Que por um tempo,pude sentir o que era a vida,e o que era andar...estava nas nuvens,estava nas estrelas,estava em outro sistema solar.Eu sabia,eu sentia o que eu queria...
Incrivel,a juventude consegue ser tão extrema de odiar e amar em tão pouco tempo.Talvez a mesma coisa,ou a mesma pessoa...mas ama tanto que não sabe sentir.
É por isso que eu digo,graças a minha bipolaridade,ontem eu fui o homem mais feliz do mundo.
- Gustavo Albano.
domingo, 28 de outubro de 2007
Dançando ou cantando Smiths ou Iggy Pop...a gente brindava Los Hermanos,era aquela onda Cazuzinha na adolescencia...sabe? Meio bossa nova e rock n' roll...Mais do que tudo isso,a gente tinha o essencial: "Eramos jovens e sabiamos amar."
Victor (Capitão Codorna) , Mari (Menino Maluquinho) , Marina ( Pirata de bigode) e Eu Gustavo Albano Obrigado ( Fidel Castro)
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Suicidio
"É tão estranho,os bons morrem jovens...e assim parece ser,quando me lembro de você..." As pessoas fazem coisas completamente sem pensar,não pensou em mim,não pensou em ninguem.Se eu pudesse,eu voltaria no tempo pra mudar tudo...pra melhor.E quem sabe polpar tudo de ruim.Não seria uma carta,porque essa noite eu falei com você.Seria um desabafo,que sem motivo,não desabafei.
E todos os seus talentos,e sempre tão desatento.Tudo de tão bom e o disperdicio tão facil,e ao mesmo tempo tão impossivel.Impossivel até mesmo de acreditar,pois não acredito.Aquela velha história,ou você fica louco de ácido,ou fica louco do pior jeito possivel.
- Peço desculpas pelos erros ortograficos,mas ninguem consegue pensar numa hora dessas.
"Strawberry Fields Forever,strawberry fields forever..."
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
sábado, 6 de outubro de 2007
Talvez tenha sido melhor assim...
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
Eu canto os seus rabiscos...enquando você vive os seus desenhos.
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quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Aqui os herois que querem sobreviver,tem de ser tão maliciosos quanto os vilões que querem nos matar.
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
Planeta de Plástico
terça-feira, 21 de agosto de 2007
pensa que pensa.
Quem sou eu,pra pensar
em quem pensa de mais ou
que mais pensa em mim.
Sou quem pensa,
quem não pensa
que aquece,
e quem descança,
Pensa,
que eu sei que você de mais,
pensa mais em você,
eu sei quem quer pensar,
Pensa,
então pensa em mentir.
Eu penso em acreditar
pensa bem,
o mal está em quem pensa
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
Parabéns Pra Você.
Seu próprio personagem,que fingi ser outros 500.Sua própria vaidade,sua nova cidade ou o bairro antigo que você jurou morrer aos 27 anos.O erro de português,e as mesmas babaquices das novelas passadas,e a duvida:Viver ou não na putaria,porra.
Não me limite a ser o que você é,a fazer o que você faz.E não,eu não sou cronista,isso é só um diario.Meu inferno particular.Dance nu,em frente o espelho,e veja os seus defeitos.E destrua os seus medos,minha vida é tão mais divertida e complicada.E no final das contas....Parabéns pra você!!!
Gustavo Albano.
terça-feira, 7 de agosto de 2007
Talvez o homem (sentimento) que muitas pessoas chamam de Deus,e outras interpretam como medo.Fosse o causador disso tudo.É em lugares sujos e escuros que escondem-se a verdadeira beleza.É na dificuldade que se encontra o belo e o prazeroso.
Um pouco sentimental e mulher demais,não saberia lhe dizer o nome dela.Talvez fosse,Sentimento ou até mesmo Mãe.Pessoas encarnam,ou não.Acredito que ela tenha sido uma das pessoas que voltam a vida...ela e o seu filho.Dizem que as pessoas escolhem o nome,a familia e até mesmo como vai ser antes de encarnar-se.Ela e seu filho escolheu nomes iguais,pois hoje aquela mulher do suburbio de algum mundo,e sem medo,que apesar das dificuldades escolheu não abortar.Encarnar-se em um corpo de um garoto,classe média,que procura na vida uma beleza eterna.E sabe-se que será apenas na vida,que achara talvez o seu chara e filho perdido.Ou a paz que um dia aquela mulher sentimental de mais para uma humanidade ridícula,procurasse.A paz entre os homens,está dentro de si.É o primeiro passo para o fim da guerra.
-Gustavo Albano de Sousa.
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
1 de agosto de 2007
Tenho reparado em virar a face,comigo é quase impossivel.Caso erre uma vez,desculpe,mas não terá o meu perdão.É curioso como eu deixo as pessoas entrarem facil na minha vida,e mais facil ainda retira-lás.
Comemorei o meu descimo sexto aniversário dia 31 de julho.Pouco importa na verdade,eu talvez lembre de antes de ontem.Porem,não lembrarei de hoje e nem do amanha.Não vejo nada de mais em aniversários...mas se todo dia fosse assim,que maravilha viver.
- Gustavo Albano,16 anos...drogado e prostituto.
domingo, 29 de julho de 2007
Gustavo Forrest Gump. - 'O porquê dos porquês...'
Desculpe-me os erros de português.
Bem-vindo ao 'O Meu Inferno Particular', fiquem a vontade.
Atenciosamente,
Gustavo Albano, ou O Maquinista Imaginário.





